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/ Depoimentos Ciclistas
2009

469 - Roberto Della Paschoa Junior
durante o período de 19 a 21 de dezembro de 2009

Quando tomei conhecimento do Caminho do Sol verifiquei que a realização deste trajeto seria além de um momento único de reflexão, também seria um desafio físico, mental e espiritual. Então optei em realizar este trajeto sozinho sem celular, sem nada, somente eu e Deus e que eu iria e voltaria de bicicleta. Então procurei me preparar física e mentalmente até a data da minha saída. Adquiri o equipamento para a bicicleta o mais adequado possível e dentro das minhas limitações financeiras. Procurei pesquisar em sites depoimentos de pessoas que realizar o Caminho do Sol de bicicleta e procurei realizar um planejamento prévio. Imprimi diversos mapas com imagens do satélite do trajeto (Google Maps), tal fato me ajudaria por diversas vezes durante o trajeto. Vale destacar que me preparei para pegar chuva no trajeto, o que não ocorreu durante o trajeto, por isso acabei carregando um fardo maior (peso).

18/12/09 Deslocamento de Itu para Santana do Parnaíba
Saí de Itu às 0710h com um dia ensolado, sem nuvens em direção a Santana do Parnaíba. Tudo ocorreu tranquilamente cheguei a Santana do Parnaíba às 1100h percorrendo cerca de 56 Km de bicicleta. Após chegar na Pousada 1896, receber o Passaporte do Sol do Sr Emanuel e bater um bom papo, a Sra Fátima entrou em contato avisando para em não passar na Fazenda Milhã em Capivari e me disse para eu seguir pela rodovia até Capivari, pois a chuva havia destruído a via de acesso a Fazenda Milhã, agradeci a atenção e as informações.
Aproveitei para almoçar próximo a Pousada e, em seguida, aproveitei para conhecer a cidade. Retornei para a Pousada, aproveitei para reorganizar todo o equipamento. Saí por volta das 1900h para jantar e retornei para a Pousada às 2130h para descansar e preparar para a saída.


19/12/09 – 1º Dia – De Santana do Parnaíba a Fazenda Vesúvio

Acordei cedo ansioso para sair, antes de tomar um café reforçado verifiquei que o céu estava sem nenhuma nuvem o que me dizei que o dia seria ensolarado. Tomei um café reforçado, agradece ao Sr Emanuel pela Hospedagem e saí de Santana do Parnaíba às 0650h em Direção a Pirapora. Antes de entrar na cidade resolvi subi o morro do Cruzeiro de bicicleta, onde pude visualizar toda a cidade e a represa de Pirapora, seguindo posteriormente par o centro da cidade para carimbar o Passaporte do Sol na Pousada Casarão (15 Km).
Continuando seguindo em direção, agora, a Cabreúva, até a Pousada Colina, verifiquei que uma das subidas mais inclinadas do trajeto... Mas não me entreguei e consegui subir sem descer da bicicleta (parecia que a bicicleta ia empinar de tão inclinado) e carimbei o Passaporte do Sol (27 Km). Aproveitei para descansar um pouco e, logo em seguida, continuar em direção a Fazenda Cana Verde, mas antes, fiz uma parada para um lanche no Armazém do Limoeiro. Continuando, após o lanche, cheguei até a Fazenda Cana Verde (23 Km), já era 1200h, o corpo começava a sentir o peso do Sol forte e aproveitei para encher o reservatório de água, então segui até a Fazenda Vesúvio, chegando lá por volta das 1400h (16 Km). Tomei um belo banho e aproveitei para almoçar, mas que almoço... e que jantar (pizza)... Aproveitei para ler diversos livros disponíveis sobre o Caminho de Santiago. Neste dia foram cerca de 81 km pedalando no total, contando o deslocamento, 137 km em dois dias. Ao final desse dia não estava sentindo dores musculares, apenas a canela que estava com alguns arranhões devido a alguns galhos de árvores e cascalhos que vieram a bater na canela, mas nada que incomodasse e quanto à bicicleta estava em perfeitas condições.


20/12/09 – 2º Dia – Da Fazenda Vesúvio a Mombuca

Após tomar um fartoso café da manhã, saí da Fazenda Vesúvio às 0730h em direção a Elias Fausto e, aí que começaram as dificuldades. A partir de uns 4km da Fazenda Vesúvio houve uma mudança na estrada de terra que passou a ser de cascalho e em alguns pontos com cacos de telhas e percebi que isso iria me obrigar a fazer uma parada forçada, o que não demorou muito. Após 9 Km carimbei o Passaporte do Sol e percebi que o pneu traseiro começou a perder pressão. Após enchê-lo novamente, continuei pedalando e, após 1km tive que parar e realizar a troca da câmara de ar. Parei em frente a uma casa que tinha um cachorro que não parava de latir a Dona da casa ficou de longe olhando aquela cena e pensando “O que aquele cara deve estar fazendo?”. Após realizar a troca continuei a minha jornada e, então, após passar pelo Clube de Campo Taperá a estrada terminava em “T” e me deparei que a seta havia retirado a seta de lugar, provavelmente pelo trator que estava arrumando a pavimentação da estrada. E, então o que me ajudou a decidir qual a rota a seguir foi o guia de dicas e informações do Caminho do Sol.
Continuei seguindo até a Elias Fausto até a Pousada (25 Km) onde foi muito vem recepcionado pela Sra Marlene e aproveitei para encher o reservatório de Água. Percebi, neste dia, o quanto seria importante a água para mim continuar a minha caminhada. Agradeci a Sra Marlene e continuei a minha caminhada (digo pedalada). Continuei o meu percurso até chegar a rodovia e, então, lembrei-me que a Sra Fátima havia me informado para que eu seguisse pela rodovia até Capivari, mas eu neste momento resolvi tomar uma decisão e optar por seguir pelo Caminho normal, para ver até que ponto o acesso havia sido destruído e segui em frente. Parei a uns 2 km da rodovia agora para degustar um boa cana cortada ali no canavial com meu canivete e, posteriormente, continuei pela estrada no canavial. Ao chegar em uma descida e começar a contornar a mata ciliar, pude verificar o quanto a chuva havia castigo aquela região a alguns dias atrás, apesar de não ter chovido a cerca de três dias tive que enfrentar um grande atoleiro, voava barro vermelho para todo o lado e, então percebi, mais a frente o estrago da chuva havia realizado destruindo a ponte de acesso a Fazenda Milhã.
A partir daí comecei a verificar os meus mapas e encontrar um possível trajeto alternativo, pois, de acordo com o guia a Fazenda estava do outro lado do rio e então comecei a contornar a mata e cheguei em uma estrada de terra que dava acesso a Capivari a qual segui até chegar em um ponte que também havia sido parcialmente destruída pela chuva, mas que eu poderia passar a pé. Atravessei a ponte e tudo deu certo ao seguir em frente encontrei a cerca de 200m em uma estrada a esquerda e nesta estrada uma seta indicando para seguir a esquerda, aí foi só fazer o caminho contrário e chegar a Fazenda Milhã (25km). Após carimbar o Passaporte do Sol e novamente reabastecer o reservatório de Água, continuei seguindo agora em direção a Mombuca. Continuei pedalando até chegar no Restaurante Cartola, onde parei e tomei um refrigerante gelado, pois, o Sol estava forte cerca de 33º C, mas continuei a pedalar. Novamente pude verificar, no centro da cidade, os estragos causados peãs pelas chuvas constantes que havia caída nesta região, a cerca de alguns dias atrás. Realizar uma nova parada para um lanche rápido no Bar do Jarbas onde fui muito bem recepcionado pela Sra Ilka. Pode verificar que alguns meninos daquela região começaram a “olhar” de uma forma suspeita para a bicicleta foi quando resolvi continuar a pedalada, pois, não queria ser surpreendido. Destaco novamente o calor que estava fazendo neste dia e percebi que a água do meu reservatório havia acabado e, então, comecei a beber a água da garrafinha (isotônico).
Foi então que cheguei até a residência da Família Bianchini o qual me recepcionaram muito bem e muito simpáticos, onde pude novamente reabastecer de água e continuar pedalando até chegar a Mombuca. Este dia foi puxado cheguei por volta das 1530h no Recanto dos Peregrinos em Mombuca (20 km), onde fui recepcionado pela Val. Aproveitei para tomar um belo banho, dar uma geral na bicicleta retirando o excesso de barro, principalmente das engrenagens. Foi aí que a Val me disse que iria chegar um grupo de 4 ciclistas de São Manoel. Após a chegada deles fomos jantar. Após o jantar continuei conversando com eles e trocando experiências, pessoal gente fina. Neste dia foram cerca de 70 Km com diversas situações e dificuldades que valeram a pena pedalando no total, contando o deslocamento, 207 km e não estava sentindo dores musculares, apenas a canela que estava com alguns arranhões devido a alguns galhos de árvores e cascalhos que vieram a bater na canela no dia anterior, mas nada que incomodasse e quanto a bicicleta engrenagens com barro e 1 câmara de ar furada, vale destacar que consumi mais de 6 litros de água neste dia.
21/12/09 – 3º Dia – De Mombuca a Águas de São Pedro

cordei às 0530h me preparei para sair. Saí às 0700h em direção ao Clube Arapongas e pude verificar que o céu estava limpo que se seria mais um dia de Sol forte . Após sair da estrada de asfalto e entrar novamente na estrada de terra, novamente me deparo com uma subida bastante inclinada e para ajudar com muito pedregulho, desta vez tive que descer da bicicleta para não furar o pneu. Após uns 8 Km cheguei em um bambuzal que rodeava um lago, novamente, barro vermelho e a bicicleta quase afundou. Chegando ao Clube Arapongas (22 Km) que estava fechado, aproveitei para reabastecer o reservatório de água. Saindo em direção a Monte Branco. Neste trecho fiquei em dúvida três vezes sobre o caminho a seguir, mas tudo deu certo e acabei acertando o caminho. Chegando na Pousada em Monte Branco (24 Km) novamente reabasteci o reservatório, carimbei o Passaporte do Sol e foi até o Bar do Zezinho onde fiz um lanche. Continuando agora em direção a Artemis após uns 15 km novamente de deparo com mais uma ponte parcialmente danificada pela ação das chuvas, mas consegui atravessar a pé. Seguindo pela estrada de terra e cruzar a ponte de ferro (trajeto para os ciclistas) cheguei a Artemis e parei numa mercearia para comprar água e, próximo a um posto de gasolina, parei para descansar e para que o borracheiro remendasse a câmara de ar. Após seguir pela estrada de asfalto encontrei a seta indicando para entrar esquerda e voltar para o Caminho dos peregrinos. Já na Usina do Limoeiro duas vezes eu tive que descer da bicicleta por causa dos cascalhos para não furar o pneu novamente e neste ponto comecei a sentir alguma dor nos joelhos. Um dos trechos mais difíceis com muitas subidas de grande extensão. Até que a estrada de terra terminou e isso significava que já estava próximo da cidade. Parei na entrada da cidade descansei um pouco e segui em direção ao Portal dos Caminhos onde tire algumas fotos com a ajuda da Joyce da loja Eldorado, onde logo em seguida foi para Carimbar o Passaporte do Sol pessoal muito gente boa. Posteriormente segui até a Casa de Santiago, ao chegar lá me deparei com o Sino da Glória e percebi que a corda estava enrolada em cima do sino. Foi um pouco complicado para conseguir distende-la, mas eu não iria ficar sem tocar aquele sino. Após ficar de fronte a imagem de São Thiago me dirigi a Pousada Nossa Senhora da Aparecida onde retirei o certificado de conclusão do Caminho do Sol e onde fique hospedado até o dia 23/12/09 data que iniciaria o retorno para Itu. Após tomar um banho fui para a piscina da Pousada. Após as 1900h fui jantar na cidade de Águas de São Pedro e aproveitei para conhecer o centro da cidade. Neste dia foram cerca de 93 km com um Sol grandioso e irradiante, contando o deslocamento, 300 km e, neste dia, senti dores no joelho e a canela que estava com alguns arranhões e quanto a bicicleta as engrenagens estavam com barro e 1 câmara de ar furada, vale destacar que também consumi mais de 6 litros de água neste dia.

22/12/09 – Descanso em Águas de São Pedro

Acordei as 0700h da manhã, tomei um excelente café da manhã e me dirige ao Balneário Municipal de Águas de São Pedro para um bom banho relaxante com água sulfurosa. Após o banho foi para a Pousada onde realizei uma manutenção na bicicleta retirando o excesso de barro, principalmente da engrenagens e realizando uma lubrificação dos componentes e, posteriormente, continuei conhecendo a cidade. Após o almoço fui novamente ao Balneário Municipal agora para realizar uma massagem relaxante. Após realizar a massagem fui conhecer o horto municipal onde encontrei diversos animais soltos na natureza, principalmente, diversos guaxinins dos quais eu pude me aproximar bem de perto deles. Retornei para a pousada e comecei a preparar o material para o retorno para Itu. Por volta das 1700h fui para a piscina da Pousada. Às 1930h fui jantar no centro da cidade de Água de São Pedro.

23/12/09 – Retorno (De Águas de São Pedro para Itu)

Acordei às 0700h e tomei o café da manhã às 0730h me despedi do pessoal da Pousada e iniciei o meu retorno para Itu, saindo de Águas de São Pedro por volta das 0800h. Pedalei até a cidade de Piracicaba pela estrada SP 304 que estava em boas condições e o principal com acostamento. Após cruzar a cidade cheguei na Rodovia do Açúcar (SP 308) que estava duplicada até o trecho de Rio das Pedras onde a duplicação terminou. Mas antes de terminar a duplicação novamente o câmara de ar furou, mas eu tive sorte, pois, eu estava em frente a uma Borracharia. Após o conserto reabasteci o reservatório de água e continue pedalando. Logo a frente a duplicação terminou e os problemas começaram. Apesar de não estarmos em um período de colheita de cana de açúcar o tráfego de caminhões neste rodovia é intenso. A partir daí por diversas vezes tive que sair da pista e para no canteiro devido a diversos motoristas de caminhões que me tiravam da pista. Após uma rápida parada no Bar do Posto de Gasolina próximo a Capivari, continuei o meu retorno tornando agora no posto do Pedágio próximo a Salto onde foi o único lugar que uma pessoa ficou com receio de fornecer água. Continuando a pedalar chegar em casa por volta das 1400h do dia 23/12/09. Neste dia foram cerca de 108 km de muito calor, contando o deslocamento, 408 km com um pouco de dor nos joelhos, com a canela com alguns arranhões e quanto a bicicleta engrenagens com barro e 2 câmaras de ar furadas, vale destacar que também consumi mais de 5 litros de água neste dia.

Após estes 5 dias de pedalada pude aproveitar muito este tempo que tive comigo mesmo e refletir sobre rumos a serem tomados e caminhos a serem percorridos não somente neste caminho, mas nos caminhos e rumos existentes na nossa vida. Agradeço a todos aqueles me ajudaram quer seja com um simples copo de água até mesmo abrindo a porta de suas casas para me recepcionar. Agradeço, também, a todos aqueles que tornam possível a realização do Caminho do Sol em especial a Sra Fátima e Sr José Palma que sempre procuraram me orientar durante esta jornada.



468 - Vasco
Caminho realizado do dia 17/09/09 ao dia 20/09/09

Depois de seis anos, retornei ao Caminho, só que desta vez de bicicleta na companhia do meu amigo Pepe.


Foi aqui no Caminho do sol, onde iniciei os meus primeiros passos, em termos didáticos, para aprender a caminar, a primeira palestra com o Palma e os seus ensinamentos , quando do primeiro caminho, foi fundamental para que eu tomasse disciplina e daí fazer muitos outros caminhos, sem grandes transtornos.

Aprendi que não era necessário somente condicionamento físico, mas também o desejo de estar consigo mesmo...

O diferencial dos outros caminhos é a Fátima estar sempre nos rastreando, ligar para as pousadas, saber se já tínhamos chegado, isso nos passa mais confiança.

Foi bom voltar e rever pessoas alegres e prestativas que conheci da primeira vez, tambem conhecer novas pessoas, como o Sr. Irineu de 80 anos. Surgiu de repente, quando estávamos descansando próximo a entrada de seu sítio, curioso para saber quem éramos. Estávamos nas proximidades de Artemis e foi muito agradável poder trocarmos curiosidades com ele, que a todo momento se mostrava preocupado com nosso caminho. Senti nas palavras do Sr. Irineu, como se fosse um pai nos orientando quanto aos cuidado que deveríamos ter pelo percurso.

Devo agradecer ao meu amigo Pepe, quando em Elias Fausto, o pneu da minha bike furou pela sexta vez... E ele não aprovou minha proposta de desistir do Caminho, me fez persistir, faz parte do caminho. Quero agradecer também ao socorro prestado pelo Sr. Laerte da fazenda Cana Verde, quando não tínhamos mais câmera reserva de pneu para trocar, ele nos levou até a bicicletaria do Careca, na cidade de Salto. Foi muito gostoso quando na padaria de Elias Fausto, uma menininha pediu explicações do que era o caminho do sol..., e enquanto respondia não piscava seus olhinhos de tão concentrada em querer saber sobre o Caminho do Sol ...

Detalhes do Caminho. Que troca! Que bom!!!


Agradecimentos...

Vasco


467 - AGNALDO ARAUJO
Data: 09/07 a 12/07/2009


A idéia primeira de percorrer os 240 kms de santana de parnaiba até aguas de são pedro, se via como uma espécie de superação e de realização "esportiva", mas tive esta idéia quebrada logo no primeiro dia de nossa jornada.

O caminho do Sol além de tudo é uma grande oportunidade para podermos realizar em nosso intimo uma verdadeiro reflexão espiritual sobre o que fazemos, o que somos e o que valemos realmente para nós e para nossos amigos e familiares
o sentimento de companheirismo, amizade, e amor aflora a cada Km pedaladado, e voce descobre que ninguém é auto suficiente, que voce necessita da força dos seus irmãos par a conquistar cada vitória em qualquer segmento de sua vida.

Descobri e tive liçoes de vida nesta "aventura espiritual" com meu Brother Sidnei que teve pouquissimo tempo de pedal se superou e mostrou que o homem qu e acredita, supera qualquer obstaculo e sempre chega no seu objetivo.

Descobrimos nestes dias a força das pessoas e da boa amizade com nossos novos amigos Alvaro e Angélica importantissimos para um agradavel trajeto, mostrou como é bom podermos partilhar de mesmos sentimentos de pura amizade e carinho.

Volto para casa com pensamentos e objetivos mudados pelo Caminho do Sol, menos ansioso mas muito mais tranquilo, calmo e por que não dizer CARINHOSO, pois quem percorre "UM VERDADEIRO CAMINHO DO AMOR"se sente contagiado e ïnfectado"por um amor verdadeiro que não condiciona posiçoes de classe, nem de idéias; apenas fortalece e agiganta nossa alegria de viver, e viver.

Agradeço de coração as pessoas idealizadoras deste caminho d o sol, José Palma voce nos proporcionou uma Mudança de Filosofia de Vida que não tem preço e nem fronteiras, são desbravadores como voce que o mundo precisa para se tornar um Lugar melhor para viver.
forte a braço:

AGNALDO ARAUJO



466 - José Carlos de Almeida Camargo Jr.

Bom dia amigos.

Mesmo sendo um pouco mais fácil avaliar as coisas passados alguns dias, ainda é difícil colocar em palavras não somente a gama de sentimentos os quais sentimos bem como parâmetros como motivação, desafios, entre outros sentimentos que quaisquer peregrinos passam durante a jornada da vida.

Muitas vezes gostaria de ter tido uma educação mais erudita, ás vezes me arrependo de não ter lido os livros sugeridos pelos professores porque certamente me faltam palavrasp ara descrever essas sensações e emoções. Acredito que, se existe algo que seja relevante expressar como foma de depoimento, ainda que limitado pela minha condição humana, é o seguinte:

Nestes dias em que vivemos, onde alguns aspectos da vida cotidiana de nossa sociedade como stress, violência, poluição, tecnologia escravizante, degradação do meio ambiente entre outras mazelas do ser humano que são uma constante em nossas vidas, é inegável e indescritível o prazer de passar alguns dias dependo apenas de si mesmo, transportando a própria comida e a própria água, carregando um mapa, algumas ferramentas e suas próprias habilidades para usar tais recursos, levando o mínimo necessário em uma mochila e descobrir até que este mínimo necessário poderia ser ainda menor. Ao contrário da vida que normalmente se leva em que o computador (que uso agora), o celular, o carro, o trabalho, o banco, o dinheiro, os cartões de crédito, são uma constante.

O contato com a natureza ao longo de 3, 4 dias inteiros, tendo uma origem e um destino e contando praticamente com a benção de se ter saúde para alcançar tais destinos, tendo condições e discernimento para compartilhar decisões com seus parceiros de caminho (outra benção), é uma experiência ao mesmo tempo de humildade e de grandeza. Humildade de se descobrir vulnerável ás intempéries, aos acidentes, aos imprevistos. Grandeza de descobrir que se é capaz de reagir, de antecipar e de continuar o caminho mesmo que imprevistos ocorram.

O cansaço, o sol, a chuva, alguma necessidade específica que não seja possível suprir num determinado momento não são apenas passageiras. Num determinado momento a mera visão e o sentimento de medo, de descrença ou desanimo diante de uma subida imensa certamente não é maior do que o prazer de, mesmo á custa do próprio sacrifício se atingir o cume, o topo desta subida. E de quantos apareceram.

De repente é possível olhar 360º ao seu redor e se descobrir no local mais alto uma determinada região desconhecida. Noutro momento se olha ao redor e não se vê nada além de montanhas, todas tão desafiadoras e aparentemente enormes. Ou então campos cobertos de cana num local e ao lado, campos devastados, vazios e esburacados, preparados para o próximo plantio.

De repente, após uma curva, uma subida, uma descida, se chega no objetivo planejado. Se alcança a meta. Cumpre-se o planejado. Com a própria capacidade. Com os próprios recursos. Com, no mínimo, a vontade de que aquilo se concretizasse.

Não sinto orgulho, sinto satisfação de ter cuprido o Caminho. Não tive medo, tive preocupações e fui capaz de ponderar e decidir. Não tive só alegrias, tive mal-humor e frustrações. Mas cheguei. Com a ajuda do meu parceiro e amigo, com a ajuda daqueles que nos receberam e nos ofereceram guarida, alimento, água e carinho. Cheguei com a força da minha vontade, com a certeza de ter me planejado adequadamente e com a sorte de acreditar em mim e em Deus.

Um forte abraço peregrino.



465 - Débora Wills
Data: de 18 a 21/06/2009

O Caminho do Sol foi uma experiência maravilhosa em minha vida por vários aspectos e eu realmente espero repetí-lo neste ano, ou no próximo, como uma jornada que só existe para enriquecer a minha vida – e incentivo outros a fazerem o mesmo!!! É uma experiência que pode ser mais significativa do que entrar em um avião, encarar um city-tour, tirar fotos de museus e fazer compras em lojas conhecidas..., dependendo, claro, do momento de cada um...

O Caminho do Sol é uma experiência diferente, simples, linda, maravilhosa, especialmente – no meu ponto de vista – se for feita de bike!!!

Quando fiquei sabendo deste caminho, através de uma amiga, logo senti vontade de percorrê-lo. A questão, no meu caso, foi encontrar companhia na data em que eu estava disponível para ir.

Tudo conspirou a meu favor, e, com ajuda da Fátima, do Caminho do Sol, no dia 18 de junho de 2009 encontrei-me pela primeira vez com Luciano e Rogério, dois anjos aventureiros, que foram meus companheiros de viagem. Para a minha sorte e conforto, o primeiro era expert em bicicletas e o outro era um perfeito guia. Estava segura e tranquila, pois o roteiro, e “seguir as setas do percurso”, não é tarefa fácil!!

O que mais me tocou neste caminho?
Acima de tudo, o contato com a natureza. Que delícia!

Você caminha dentro da natureza, você faz parte do quadro, você está inserido nas cores suaves pintadas com o pincel do Artista, e dali você vê melhor os detalhes, como aquela cerca, uma nascente de rio, o tom azul do céu, aquele animal deitado... e sente cheiros, os mais diversos, respirando aquele ar fresco e delicioso, mesmo que, por vezes, gelado demais, ou úmido ou seco ou empoeirado..! E ouve barulhos, e você percebe a roda da sua bike atravessando a tela e você passeia pelo quadro, para cima e para baixo, como se fosse criança ou adolescente.... Diga-se de passagem, passear para baixo é ótimo – mas, para cima, haja força nas pernas!!!!!! E quantas e quantas subidas há nesta maravilhosa tela!!!! Cada solo!

Outra coisa que me tocou profundamente foi o contato com o simples.

Em uma viagem assim, você leva apenas o essencial, e, no meu caso, nada faltou e nada sobrou, exceto uma bermuda, remédio para gripe, band-aid e maiô. Todo o resto foi útil e sob medida.

Mas o simples que toca mesmo é dormir em alojamentos rústicos nas fazendas, e conversar com pessoas boníssimas que vivem no campo (e tão próximos da cidade grande); é ficar ali, naquele silencio, pensando a vida, andando um pouco no final da tarde, para esticar as pernas, depois de um dia todo pedalando... a cabeça em sintonia com o contexto...

É brincar com o cachorrinho, ler um livro, ser, ser e ser, nada tendo, naquele momento...

A natureza e o simples... O que mais?

O desafio de vencermos. É muita estrada, muita estrada, mesmo!!! E, sinceramente, acho mais fácil o desafio para pedalantes do que para o pessoal que atravessa o Caminho do Sol andando, segurando nas mãos um cajado... É uma subida atrás da outra, são terrenos difíceis, longos, uma verdadeira jornada... Objetivos? Cada um tem os seus. Motivos? Cada um com os seus. Crenças? Cada um com a sua. Vitória? Depende de cada um. Chegar é uma realização. E quem vai, volta diferente, de uma maneira ou de outra. Em grupo ou não, o caminho é individual e de cada um!

É aí que, para mim, entra a simbologia do Caminho. A vida é maravilhosa, mas tem também suas subidas, seus terrenos difíceis, seus cascalhos e barro... A cada pedalada você vai refletindo a vida, percebendo-se um peregrino na terra, peneirando o que tem valor, o que tem sentido e significado real. E como lidar com tudo isto!

Imprevistos? Alguns...

Meus colegas falaram que eu sou “isca de piranha”, pois os cachorros corriam atrás de mim e eles passavam ilesos e tranquilos pelos cachorros, que nem sequer latiam para eles... Isto aconteceu quando pelo menos 7 monstros latidores quase me mataram do coração..!!! Mas, com jeitinho - e pé na tábua! - deu tudo certo!!!

Outro imprevisto foi eu perder meus óculos de grau – sem problema algum. A um certo ponto, os meninos retornaram 10 kms para colher um carimbo em nosso passaporte e eu fiquei à beira da estrada, lendo. Eles retornaram e paramos, nós três, em um bar bem, bem pobrezinho. Ali reparei que havia um senhor, até bonitão, enchendo a cara, e eu tive vontade de trocar uma palavra com ele, dar algum estímulo, mas não tive a menor oportunidade.

Foi aí que eu percebi que havia perdido os meus óculos.

Pedi para os meninos aguardarem um pouco que eu iria retornar 3 kms para procurar os óculos. Acontece que este kms continham uma subida enorme, e retornar... é algo sempre difícil (seguir em frente é sempre melhor!). Avistei, então, um carro e resolvi fazer sinal e pedir para ser “rebocada” (apenas neste trecho!!). O carro parou e ví que era aquele senhor que estava no bar. Ele topou me ajudar e eu fui segurando na janela (quase deixei o braço...) enquanto ele me puxava... E foi aí que tivemos uma excelente oportunidade para conversar um pouco...

“Puxa, moço, te vi no bar, senti uma vontade de falar para o senhor cuidar da saúde... Se alguma coisa te incomoda, converse com Deus, o senhor não está só, o senhor é jovem, bonitão..!”. Ele, por sua vez: “Puxa, moça, vou pensar nisto, sim... Vou cuidar mais da saúde!” E ficamos ali, procurando os óculos, nos pontos possíveis, e ele ainda me rebocou de volta, às vezes ziguezagueando um pouco com o carro, e quando falei que ele foi um anjo a me ajudar, ele disse que até se emocionou, pois há tempos não era chamado de anjo...

Espero que realmente ele pense mais na saúde...

O que me deu forças para continuar?

Em primeiro lugar, a certeza de que Jesus está sempre comigo, todos os dias de minha vida.

Em segundo lugar o amor: o apoio de minha mãe, dos meus amigos queridos, que enviavam torpedos, que ligavam e que, eu sei, estavam comigo.

E, por fim, o meu amor à vida e meu novo amor à bike, que começou no dia 08.08.08.

O Caminho do Sol é para todos?

Não, claro que não! Alguns poderão achá-lo entediante, chato, longo demais... Outros, um caminho sem sentido...

Para mim, foi, realmente, um Caminho do Sol, onde o sol brilhou, e a paz, o amor, a serenidade, a alegria, a motivação, a esperança e a certeza foram companheiras a cada segundo.

Parabenizo José Palma, idealizador do Caminho do Sol, Fátima (irmã de Palma), e agradeço aos meus companheiros Luciano e Rogério por todo apoio (pneu furado, corrente enroscada, etc.!), e a todos e cada um que encontramos no caminho, sem citar nomes!

O Caminho do Sol é, acima de tudo, um estado de espírito.

Obrigada!!!

Débora Wills



464 - Jorge Luiz Furlan
Data: de 18 a 21/04/2009


Mais uma viagem de BIKE planejada e realizada com sucesso e com muito prazer.

Trata-se do “CAMINHO DO SOL” idealizado por uma pessoa de muita garra e determinação, depois que percorreu o “Caminho de Santiago de Compostela” na Espanha, Sr. Jose Palma. O Caminho do sol é uma versão em miniatura, paulista e brasileira desse caminho. Ele começa em Santana do Parnaíba e termina em Águas de São Pedro, onde você recebe uma credencial do peregrino e vai carimbando onde você pernoita ou almoça durante o percurso, dando direito a um certificado de participação na conclusão do caminho.

Conheci a viagem através de um convite feito pelo amigo de pedal WIRLEY, achei interessante pedalar 248 km. Passando por onze cidades, por meio de estradas de terras, propriedades agrícolas, rios, natureza. Convidei mais alguns amigos, porém só quem topou a “empreitada” foi Dr. VASQUES, amigo de pedal à 2 anos.

Pesquisamos no site, analisamos custos, condições climáticas, logística, fizemos reunião, planejamos tudo conforme os organizadores do caminho exigem e decidimos “executar” o plano sem muita demora.

Fomos de carro, na sexta feira, dia 17/04 para Santana do Parnaíba, onde jantamos e pernoitamos, onde também conhecemos o Humberto Fugita, outro ciclista que também faria este pedal ( Olha só como o cara é determinado: ele planejou fazer o caminho com outros amigos, só que na hora “H” todos desistiram, então ele saiu de sua casa em S.B. Campo, veio até Santana do Parnaíba de carro, deixou a bike e a mala na Pousada 1896, foi para Águas de São Pedro, deixou o carro em um estacionamento e voltou de ônibus para Santana ufa... esse é o cara.) A partir daí então éramos 4 ciclistas.

No sábado, tomamos café e saímos às 07:00h. e como os primeiros 37 km. são asfalto (por sinal uma estrada movimentada e sem acostamento, (deve-se pedalar com muito cuidado), decidimos pedalar 82 km., passamos por Bom Jesus de Pirapora, (onde infelizmente pudemos constatar a imensa falta de respeito ao meio ambiente que ainda existe sobre o RIO TIETE. Obs. Cabe lembrar que o governo esta recebendo milhões de dólares para despoluir e vê-se mais uma vez que esse dinheiro “some”), Cabreuva, Itu e pernoitamos em Salto, na fazenda Vesúvio, onde um belo almoço nos aguardava. No jantar uma esplendida rodada de pizzas, muito bem feita pelo dono da pousada Sr. Wellington e sua simpática esposa Adriana nos foram servida. Aqui também conhec emos outro ciclista, o Amilton de Jundiaí, que também seguiu conosco até Monte Branco e daí em diante seguiu sozinho, pois seu objetivo era completar o Caminho do Sol em 3 dias. Meta alcançada sem nenhum problema, conforme ele mesmo, a posteriore, nos relatou. Ali lavamos nossas bikes, engraxamos, deixamos ela pronta para a próxima etapa.

No segundo dia começamos a pedalar às 08:00h. Eu, Wirley, Vasques, Humberto e Alberto saímos da fazenda Vesúvio em Salto, passamos por Elias Fausto, Capivari na fazenda Milha e na fazenda da família Bianchi, onde fomos acolhidos com muito carinho e um farto café da tarde, onde repomos as energias; ofereceram-nos até uma “pinguinha” envelhecida, já que são produtores tradicionais na região. Daí partimos para Mombuca, onde, por volta das 15:00h. chegamos na Pousada Recanto dos Peregrinos, gentilmente recepcionados pela Val, perfazendo assim 64 km nesta dia. Descansamos, jantamos e fomos para a cama cedo, pois amanhã será outro dia de pedal.

Levantamos às 06:00h., começamos a pedalar ás 07:30h. com destino ao Clube Arapongas, na cidade de Arapongas, depois Monte Branco, na pousada do Jesus, uma pousada bem simples mas muito acolhedora, onde completamos os 53 km do terceiro dia e ai pernoitamos. Aproveitamos e lavamos nossas bikes, deixando-as pronta para o dia “D”.

Saímos da pousada às 07:30h. para completarmos os 49 km. restantes, passamos por Saltinho, Ártemis (Piracicaba) e finalmente Águas de São Pedro, na casa de Santiago, um altar construído dentro do Horto Municipal, onde fomos recepcionados pelo Sr. Jose Palma e recebemos de suas mãos nosso Certificado “ARASOLIS”, cada um fazendo seu depoimento, sua impressão e experiência durante o Caminho do Sol, este é um momento de muita emoção que só quem participa pode sentir.

Completamos assim no dia 21/04/09 os 248 km em 3 dias e meio, sem nenhum incidente, nem mesmo um pneu furado. Vale lembrar que o caminho todo é marcado por setas amarelas indicativas nos postes, pedras, cercas, muros, arvores, inclusive quando atravessamos cidades. Durante a pedalada, vários foram os obstáculos, subidas íngremes, pedras soltas, areia e transpor tudo isso com uma mala de mais ou menos 6 quilos no bagageiro da bike, não é tão fácil não. Enfim foi um passeio divertido, onde conhecemos outros bikers e também os peregrinos que fizeram o caminho à pé, cuja duração é de 10 dias, somente pessoas com muita fé se dispõem a fazer uma peregrinação desta.

É uma experiência que vale a pena ser vivenciada, você percebe, principalmente nas pousadas que você é mais um ser humano nesse mundo fazendo aquilo que gosta, cuidando de sua saúde e sempre lembrando de agradecer a DEUS a sua condição de vida e a oportunidade de estar ali naquele momento.

Jorge Luiz Furlan / mountain biker
Rio Claro 18 de maio de 2009


463 - Humberto Fujita

Fátima, muito obrigado. A organização do caminho foi muito boa, o Wellington da Fazenda Vesúvio, a Val em Mombuca, o Jesus e a Adriana em Monte Branco, a família Bianchin em Capivari, todos nos receberam muito bem.Foi uma experiência única e ainda estou tentando entender os insights que tive no caminho. Vc e o Palma estão de parabéns pelo trabalho.

Ainda nos falaremos novamente, pois pretendo fazer o caminho a pé.
Um grande abraço de peregrino a vc e ao Palma,

MSc. Humberto Fujita



462 - Wirley de Oliveira Lima Filho
Data: 18 a 21/04/09

Após dias de pequisas decidimos fazer em 4 dias 18/19/20 e 21 de Abril.
Eu, Jorge e Vasques chegamos na pousada 1896 á noite do dia 17 e fomos acolhidos pelo Sr Emanoel.
Conhecemos + um ciclista Humberto da cidade de Marilia que nos acompanhou pelo Caminho.

1º dia - Santana de Parnaíba/Fazenda Vesúvio: Paramos no armazém do Limoeiro para o famoso "lanche de mortadela" e Fazenda Cana Verde onde Humberto ia pernoitar.
Enfim continuamos todos juntos até o final, desfrutando do Caminho com muitas fotos e assuntos.
Chegamos na Fazenda Vesúvio a tempo de saborear um delicioso almoço. Saboreamos Pizzas no jantar.
Outro ciclísta juntou-se a nós: Hamilton de Jundiaí.

2º dia - Fazenda Vesúvio/Mombuca: Passamos na Fazenda Milhã - " PURA NATUREZA, MUITO GRATIFICANTE E LINDO". Almoçamos em Capivari, conhecemos o Bar do Sr Jarbas e da Sra Ilca pessoas muito bondosas. Passamos pela propriedade da família Bianchin onde nos receberam com grande hospitalidade.
Estamos chegando em Mombuca no Recanto dos Peregrinos onde jantamos e pernoitamos muito bem, graças a bondade e preocupação da responsável: VAL (OBRIGADO!)

3º dia - Mombuca/MonteBranco (Casa do Jesus e Adriana) - Acabamos de chegar e Jesus correu preparar uma deliciosa garapa de cana super gelada. Almoçamos limpamos e engraxamos as BIKES. Agora íamos ficar em 4 ciclistas, pois o Hamilton de Jundiaí ia dar continuidade até Águas de São Pedro no mesmo dia. Jantamos e pernoitamos.

4º dia- Casa de Jesus/ (MONTE BRANCO): é assim chamado porque de manhã a montanha verde esta encoberta pela neblina ficando totalmente branca muito bonito!
O FIM SE APROXIMA vamos até Águas de São Pedro - durante este trecho começo recordar as passagens, os amigos, as alegrias tudo enfim, as vezes me emociono, me chateio mais estamos chegando, tudo bem!

O BOM DE TUDO ISSO É A MUDANÇA QUE A VIDA NOS PROPORCIONA, SEM PROGRAMAÇÃO, SEM CONHECIMENTO DE TUDO QUE POSSA OCORRER. ISTO É A VIDA DE UM CICLOTURISTA.

EM 4 DIAS PEDALA-SE SEM PREÇA DE CHEGAR, CURTA OS MOMENTOS,AS PAISAGENS SEM CANÇAR ISTO É GRATIFICANTE.
Chegamos em Águas de São Pedro: local de muita PAZ E AMOR. Recebemos das mãos do Sr Palma nosso ARA SOLIS e deichamos nossos agradecimentos junto as imagens de São Francisco e Santiago. NÃO TIVEMOS NENHUM CONTRATEMPO E IMPREVISTOS.

PALMAS AO SR PALMAS E OBRIGADO SENHOR POR MAIS UM CAMINHO ATÉ A PRÓXIMA!!!


461 - Jorge Luiz Zovaro de Andrade e Luciane Leite Ferreira
Data: 21 a 24/02/09

Eu já concluí alguns caminhos dedicados a peregrinação no Brasil, porém como era previsto, o caminho do sol foi diferente de todos os outros, não que foi melhor ou pior, simplesmente diferente como exatamente deve ser.

Logo de início, a principal mudança, foi que fizemos o caminho eu e minha namorada, sendo este a primeira viagem de ciclo turismo realizada por ela.

Como de costume, pesquisei bastante pela internet, procurei saber sobre os desníveis acumulados e demais informações, depois de assistir ao DVD da palestra e efetuar as inscrições, bastou apenas arrumar a mala e curtir um pouco da ansiedade natural frente a novos desafios.

Chegamos a Santana do Parnaíba na sexta feira (20/02/09) nos hospedando na pousada 1896, que por sinal é muito bonita, bem arrumada, e seria sem dúvida um ótimo começo. Devido ao carnaval de rua, e alguns foliões também hospedados lá, e que demoraram a dormir, não tivemos uma noite tranqüila de sono. Mesmo assim as cinco da manhã levantamos, arrumamos as coisas e iniciamos nosso caminho.

1º dia - Santana do Parnaíba a Fazenda Cana Verde:

Está manhã nos reservou uma neblina, que de tão densa poderia ser cortada com uma faca, o que eu achei providencial, visto que estava muito calor e a neblina dava a sensação de frescor em meio as subidas do caminho até Pirapora. Além de refrescar, a neblina também se encarregou de apagar a feia paisagem do rio Tietê, completamente poluído naquele trecho. Chegando em Pirapora, carimbamos as credenciais na pousada e visitamos o museu do peregrino, espaço a céu aberto, muito interessante e ótimo para tirar fotos da cidade e das esculturas.

Nesta altura a neblina deu lugar a um céu azul e ao sol que começava a fritar nossas cabeças.

O caminho para Cabreúva é muito bonito, e todo asfaltado, paramos no bairro do bananal para carimbar a credencial novamente.

Chegando na pousada Colinas, decidimos não almoçar, pois ainda eram 10:30 da manhã, apenas nos refrescamos tomando sucos, carimbamos a credencial e continuamos o caminho. Vale a pena comentar que o trecho após a pousada Colinas está muito perigoso, pois trata-se de uma estrada de asfalto sem nenhum acostamento, com muita subida e muitas curvas, até o trecho seguinte é necessário muita atenção.

Logo chegamos a uma estrada de terra, que dá acesso ao Armazém do Limoeiro, um dos lugares mais interessantes do caminho (na minha opinião), onde tomamos uma cachaça muito boa, comemos uns salgados, carimbamos a credencial e trocamos dois dedos de prosa com Dona Lalá , depois continuamos pedalando até a fazenda cana verde. Do Limoeiro até a fazenda Cana Verde a estrada é muito bonita, as paisagens com as famosas pedras da região de Itu são lindas, e logo chegamos a fazenda onde iríamos dormir, encerrando assim o primeiro dia.

A fazenda Cana Verde é muito bonita e acomoda bem os peregrinos nos quartos comunitários, o almoço e janta são muito bons, além da cervejinha gelada que pode ser tomada nos diversos ambientes agradáveis do local. A diária contempla almoço , janta e café da manhã, caso perca alguma destas refeições o preço da diária continua o mesmo, portanto fique esperto quanto aos horários.

Está noite foi realmente especial pois conhecemos outros 3 ciclistas (Fábio, Cassiano e Francisco) e formamos um grupo só, um grupo de grandes amigos.

2º dia - Fazenda Cana Verde a Fazenda Milhã:

Mesmo com o corpo doendo, as pernas cansadas de tantas subidas do primeiro dia, levantamos as 05:00 e começamos a pedalar as 06:00, deixando momentaneamente nosso grupo recém formado, para depois nos encontrarmos na próxima parada que foi a pousada da Dona Marlene em Elias Fausto.

Poucos quilômetros depois chegamos a fazenda Vesúvio, onde paramos para carimbar a credencial. Na saída, vale a pena perguntar qual direção deve ser tomada, pois não tem setas logo na saída e os ciclistas que vinham depois de nós chegaram a se perder.

Perto do campo de girassóis antes de chegar a pousada, conhecemos a Brisa, uma ciclista que passou a fazer parte do grupo.

Então pedalamos até o próximo ponto, e que devido a hora não iríamos almoçar. As setas indicando onde fica a pousada estão meio confusas, o que fez agente dar algumas voltinhas em torno da praça, basta apenas prestar atenção no azulejo português fixado no muro da pousada.

Na pousada, descansamos um pouco, comemos um lanche e saímos para a segunda parte do percurso, neste dia não tem muitas subidas, e as subidas são mais leves. Começamos então a entrar nos canaviais passando por paisagens interessantes, com campos cheios de cana, e trechos em que a terra ainda estava sendo tratada para o plantio. Vale comentar que este trecho não possui muita sobra, além de não termos pontos para abastecimento de água.

Ás 14:30 chegamos na fazenda Milhã, segundo ponto de pernoite. A chegada na fazenda é muito bonita, com uma trilha que passa em torno de um grande lago, com muita sombra, flores, e placas contendo diversos pensamentos e mensagens. Chegando na sede, tocamos o sino que anuncia a chegada a fazenda, porém míngüem apareceu, mesmo assim fomos até o alojamento e fomos nos acomodando. Pouco depois, chegou a Cristina e nos recepcionou, conhecemos também Dona Ondina , uma senhora muito agradável.

As 17:30 chegou o resto do grupo. A noite jantamos juntos, aliás a janta estava maravilhosa. Tomamos cerveja, conversamos um pouco e logo fomos dormir.

3º dia - Fazenda Milhã a Casa do Jesus:

Acordamos ás 04:45, para começarmos a pedalar as 06:00 hs. Queríamos adiantar a saída pois este dia prometia ser o mais difícil, devido a subidas que eram muitas e muito fortes.

Neste dia o grupo pedalou junto, e logo as 07:30 chegamos a propriedade da Família Bianchim, onde degustamos uma boa cachaça (que vida heim, tomando uma “pinguinha” as 07:30 da manhã).

Como era segunda-feira, não poderíamos almoçar no clube Arapongas pois o mesmo só fica aberto de quarta-feira, mas conforme nos informamos, havia um restaurante 05 km depois.

As subidas neste dia são realmente fortes e longas, alguns trechos (principalmente nas plantações de cana) não possuem nenhuma sombra. É muito importante prever bastante água, pois o trecho é longo e não tem pontos para repor a água.

Chegamos acabados no restaurante Paker, e nos refrescamos na mangueira que o mesmo disponibiliza, então almoçamos e descansamos bastante esperando baixar um pouco o sol.

As 14:30 levantamos e partimos para o trecho final deste dia, que também reserva muita subida, porém menos fortes e longas. A paisagem no final deste trecho muda e fica muito agradável, passando por pastagens, casarões e agradáveis estradas de terra. Neste ponto também começou a chover, tornando o terreno menos favorável para pedalar, porém não apresentando grandes problemas. Chegamos a casa do Jesus por volta das 18:00, encharcados e muito cansados, porém satisfeitos por vencer o dia mais difícil de todo percurso. Novamente tomamos algumas cervejinhas geladas, conversamos com Jesus e jantamos. A comida estava muito boa. Depois da janta, alguns optaram pela massagem que as filhas do Jesus fazem nos peregrinos, disseram que estava muito bom. Fomos dormir cedo, pois programamos sair bem cedo para chegar por volta do meio dia em Águas de São Pedro.

4º dia - Casa do Jesus a Casa de Santiago (Água de São Pedro):

O dia começou com uma garoa fina, que parou poucas horas depois. Tomamos café da manhã e saímos por volta das 06:00.

Já começou a dar uma certa tristeza, pois sabíamos que poucos km depois nossa jornada iria acabar.

As subidas no último dia não são tão fortes e longas. Os ciclistas devem prestar atenção a uma bifurcação, onde existem placas informando que o caminho para as bikes é diferente do caminho para os caminhantes, mas está muito bem sinalizado, é só prestar atenção.

Este dia o caminho passou quase totalmente por plantações de cana, existe também um trecho que passa por asfalto, onde deve-se prestar muita atenção, pois o tráfego de veículos é intensa.

Logo chegamos a estrada de acesso a Águas de São Pedro, e um nó na garganta começou a apertar, quando chegamos ao portal, paramos para tirar fotos e curtir nossa vitória mesmo antes de chegar a casa de São Thiago.

A chegada:

Não consegui nem prestar atenção no caminho da entrada de Águas de São Pedro até a casa de São Thiago, pois a emoção era muita.

Lá chegando, tocamos o sino na entrada, com a força que economizamos e adquirimos o caminho todo, só para tocar “com vontade” o sino.

Chegamos até o Altar de São Thiago e fomos recebidos pelo Palma, que iniciou a cerimônia de entrega das Arasolis. Neste momento a emoção supera todos os limites. Nos abraçamos, tiramos fotos, demos nosso depoimento.

Não adianta tentar explicar as lições que o caminho nos ensina, isso cabe a cada um que faz o caminho. Alias, quem faz o caminho somos nós, quem dá alma ao caminho somos nós.

O que posso realmente passar, é que o caminho inteiro é muito bonito, não é extremamente cansativo, muito bem sinalizado (apenas com alguns pontos de atenção) e muito bem organizado. Posso também dar uma dica pessoal: Se for “fazer” o caminho, a pé ou de bike, vá de coração aberto, não espere grandes respostas, não se cobre sobre estas respostas. Não ponha no caminho a responsabilidade de resolver todos problemas que temos na vida. Apenas vá, caminhe com gratidão pelo belo passeio que está fazendo. Aprenda a observar as pessoas e lugares. Aprenda a relaxar e pensar nos momentos de introspecção. Aproveite para conhecer um pouco mais você mesmo.

O mais importante é ter certeza que no final tudo vale e tudo valeu a pena.



460 - Marcelo Gasparini Peixoto

Somos o meio em que vivemos.......

O Caminho do Sol deixa claro que as pessoas são fruto do ambiente em que vivem. Quanto mais elas estão próximas à natureza menos pressa e apego a bens materias; mais intuição, sorriso, leveza e amizades demonstram. É preciso alguns dias pelo Caminho para percebermos isso e comparar com o modelo de vida urbana que levamos. Urbanóides inseridos em uma realidade mecânica e individualista. Por outro lado, é graças a essa época, tecnicista e artificial, que nos proporciona a possibilidade de conhecer outras realidades.

Difíceis escolhas.....

Quando perguntamos sobre o que de fato faz a diferença para uma vida melhor e mais feliz de um modo geral, infelizmente não há respostas. Porque cada pessoa terá que descobrir o que está disposta a abrir mão ou não em suas escolhas. O Caminho do Sol me ajudou a ter um discernimento melhor nas minhas futuras escolhas nesta jornada marvilhosa que é a vida. É isso.




DEPOIMENTOS DE CAMINHANTES

.....

E que a benção da chuva suave e boa seja contigo.

Que ela tombe sobre tua alma para que todas as pequenas flores

possam surgir e derramar suavidade na brisa.

Que a benção das grandes chuvas seja contigo,caindo em sua alma

 para lavá-la bem lavada nela deixando muitas poças reluzentes,

onde o azul do céu possa brilhar e às vezes uma estrela.

1203 - Rosa Maria Cezar

 

O que é o Caminho ? Resumindo ... é um abraço multifacetado , mais forte, mais carinhoso, de mãe, de filho, amoroso, dependendo da situação.
Nos mostra que há algo que não se explica, que está aí permanentemente , basta estarmos atentos e com o coração aberto.

1170 - Vivian Rapp Nölting

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DEPOIMENTOS DE CICLISTAS

“AGRADECIMENTO ESPECIAL

Ramón, meu caro, você é o cara. Um dia te dei minha mão para guiar teus passos inseguros, próprios da criança que começa a andar. Caminhamos juntos, por muito tempo, você amparado por minha fragil, mas segura mão. Eu sempre à frente, você a um passo atrás. Os anos foram passando, você ganhou autonomia no seu andar seguro, inteligente, confiante e vitorioso.Fomos companheiros de rir, chorar, mijar juntos. Creio que nesta experiência que tivemos (Caminho do Sol) , em nada aumentou esse companheirismo. Em nada aumentou a reciprocidade de nossos sentimentos. Não se acrescenta algo a aquilo que é pleno, total, imensurável, infinito. Apenas, eu seu pai, tive a oportunidade de ter sua mão segura e carinhosa, a guiar o meu caminhar, nesta empreitada. Foi sua vez de guiar meus passos,( no caso, pedaladas) cansados e trôpegos pelos quase 80 anos (não espalha...). Mas VOCÊ, foi mais sábio, diria anda, mais respeitoso. Nunca passou à minha frente... Nunca fez prevalecer seu físico jovem e priviligiado, na dianteira do caminho. Sempre na retaguarda, atento, vigilante, cuidadoso. Amigo, obrigado. Paro por aqui, antes que uma lágrima denucncie minha emoção.Beijão no seu coração. Papai."

Celen Orives
469 - Celen Orives
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