466 - Nome: Dulci Schmidt e Jairo Alberto Data: 25/10/08
1º dia: Após  dias de planejamento, chegamos cedinho em Santana do Parnaíba. Na pousada 1.896 carimbamos a credencial e conhecemos o Sr Emanuel. Após alguns minutos, timidamente veio até  nós um peregrino q iniciaria o caminho andando.... Apresentou-se, chamava-se Elon e era sua primeira vez em um caminho. Nos identificamos rapidamente e ele muito curioso sobre a  dinâmica de peregrinações, perguntou muitas coisas e fomos trocando muitas experiências. Após um café da manhã regado a muito diálogo, nos despedimos e seguimos nosso caminho de bike e ele caminhando, pensando q provavelmente jamais nos encontraríamos.

Eu, com o paranaense não entendia muito bem o motivo do cheiro q a cidade de Santana do Parnaíba tinha... Descobri no trajeto para Pirapora do Bom Jesus... Meus olhos jamais tinham visto aquilo, eu não conseguia compreender como aquele rio poderia estar tão morto e muito menos como é q uma cidade poderia estar ali ao lado de tanta sujeira. Fiquei feliz por não ter que pernoitar ali.

 Chegamos no Bairro  do Bananal, carimbamos a credencial, escolhemos uma sombra confortável e nos alimentamos demoradamente, pois nosso primeiro dia seria muito tranqüilo, era cedo e Cabreúva  estava muito próxima, o que deu tempo de chegarmos na praça central, conversar com as pessoas, tomar um sorvete e por fim irmos à Pousada Colina. O dia foi fresco, muito agradável. Como ainda era cedo, descansamos e fomos conhecer a Márcia somente no jantar. Esperamos um pouco, pois tinha mais um peregrino q tinha chego lá e iria jantar conosco. Estava frio e a porta fechada. Quando bateram na porta, o Jairo foi abrir, q surpresa..... era o Elon, q displicentemente ignorou seus planos e foi para Cabreúva.... ficamos contentes e aquele jantar delicioso se transformou em uma conversa  longa sobre viagens, sobre equipamentos, e a Márcia ali, a conversar também até o ponto q ela disse: pessoal, tá tarde.....

2º dia: O café da manhã foi longo, o q nos atrasou um pouco. Mas a alegria de sair do asfalto e finalmente entrar em estradas rurais nos fez sair do papo bom e cair na estrada.

É indescritível a sensação de estar na tranqüilidade, paz e aconchego q uma estrada de chão proporciona, sempre ficamos muito animados e para nós o caminho começou ali.

Como estávamos atrasados, a intenção era chegar no Armazém do Limoeiro, carimbar rapidamente e seguir, o q não aconteceu. Chegamos lá na hora do recreio escolar. Bom, aquelas crianças ficaram muito curiosas conosco, afinal dois ciclistas, cheios de equipamentos, alforjes e tirando fotos de tudo, realmente era diferente. Tiramos fotos com as crianças, conversamos e entramos no armazém. Lá estava o Sr Clemente e o Sr. Xandú sorridentes a nos esperar. Olhar para aquele lugar q nos remeteu para o século passado foi muito bom, tirei a máquina fotográfica do meu pochetão e comecei a filmar tudo enquanto  Jairo conversava com os dois anfitriões. Quando percebi, eu já estava cantando o hino do Caminho do Sol junto com o Sr, clemente, o Jairo filmando.... isso tudo pq estávamos com pressa. Quando fomos nos despedir, o Sr. Clemente disse: esperem mais alguns minutos e venham conhecer a escola. Foi um dos momentos mais fortes no nosso caminho, pois entramos na escolinha, vimos aquela professora q lecionava os quatro períodos na mesma sala de aula, de alfabetização à boas maneiras, tudo junto. Vimos crianças tão sofridas,  felizes mesmo assim, carentes de carinho, de afeto, de um beijo... foi muito comovente. Cantamos o Hino Nacional (coisa q nem me lembro a última vez q cantei), distribuímos  balas, filmamos, foi uma farra.

Fomos ciceroneados pelo Sr. Clemente até à Capela e seguimos rumo à Faz. Cana Verde (Itu). O Jairo sempre fotografando todos os animais possíveis, e olha q nesse trecho tinha de tudo, vaca, búfalos, carneiros, cavalos... foi a festa. Região de muitas pedras, q eu fiquei abismada de ver q tinha cercas com palanques de granito. Muitas riquezas naturais por ali. Chegamos no cruzamento e fomos até a fazenda carimbar a credencial. Que lugar lindo! Muitas fotos e a certeza q voltaremos lá com nossa família. Voltamos ao Caminho, passamos pelas  setas novamente, Faz. Cana Verde à direita e Casa de Santiago à esquerda. Estava tão bem sinalizado q esqueci de consultar o guia, pedalamos um pouco mais e encontramos uma das setas indicando para a esquerda. Uns vinte metros depois dessa seta, tinha uma porteira fechada com cadeado,  escrito: entrada proibida, propriedade do Ibama. Como sabíamos q passaríamos sempre por propriedades particulares, não estranhamos muito, passamos as bicicletas por uma abertura lateral nos arames e entramos na fazenda do Ibama. Estranhei q não vi mais as setas, mas a seta anterior era tão visível q continuamos um pouco mais, até chegar em outro cruzamento, ali fiquei na dúvida e o Jairo disse: vamos ficar na estrada principal. Peguei o guia e li rapidamente: você irá passar uma  comprida alameda de eucaliptos.... lá era cheio de eucaliptos, o q nos fez pensar q estávamos no caminho certo, até q encontramos um grupo de trabalhadores quebrando pedras para calçamento. Paramos, e começamos a perguntar sobre o caminho.... não sabiam nada, a perguntar sobre a Faz. Vesúvio.... nada, a perguntar onde aquela estrada sairia.... nada.... Eles eram baianos e estavam ali para quebrar pedras, mal sabiam onde estavam, somente q Salto era para o lado oposto q estávamos seguindo. Nesse momento voltamos, e o Jairo começou a perceber que o sol, q em todo o caminho permanecia à nossa frente, agora estava nas nossas costas, totalmente ao contrário, o q  nos fez ter certeza q tínhamos saído do caminho. Na tentativa de encontrar uma seta, fomos nos guiando pelo sol e fazendo caminhos dentro daquela fazenda, até q saímos na placa indicando: Casa de Santiago à 170 km, seguimos de novo e encontramos novamente a seta indicando para a esquerda, Ibama, entrada proibida. O Jairo desceu da bike subiu no barranco e teve certeza do q tinha acontecido. Alguém desenterrou a  base da seta e a virou no sentido contrário. Ele virou para o sentido correto, e continuamos e logo encontramos outra seta na árvore,  nos deixando na certeza do caminho certo. Ficamos absurdados com o acontecido, e com a maldade alheia, mas tudo bem.... vamos prosseguir no nosso caminho.

Carimbamos a credencial na Vesúvio, nos lavamos, abastecemos água e pedimos permissão para fazermos nosso lanche embaixo das mangueiras. Comemos rapidamente, pois o atraso se acumulava. Já era uma 15:00h e fomos até o bairro Buru, carimbamos e seguimos para Elias Fausto.... Quantos cães a nos perseguir.

Em Elias Fausto a Sra. Marlene nos recebeu, carimbou e demonstrou preocupação pelo adiantado da hora e deu conselhos sobre o trajeto. Nós já estávamos muito preocupados também. Por isso saímos rapidamente, nisto a Fátima nos telefonou. Minutos depois a nossa surpresa: Pneu furado na bicicleta do  Jairo. Por muita sorte estávamos ao lado do posto de gasolina, na saída para o caminho até a Faz. Milhã. Em um Pit Stop inacreditável, o Jairo remendou o pneu, aproveitou o compressor de ar do posto de gasolina e  seguimos viajem, mas a noite começou a cair e ainda faltavam 23 km. Claro q deu um certo medo e eu comecei a ficar apavorada. O Jairo q estava na minha frente e me conhecendo bem, parou sua bike, me esperou e perguntou: Gatona, vc  vai chorar? Claro q as lagrimas já estavam querendo sair, demos muitas risadas, com meu rosto coberto de lágrimas, descontraímos e seguimos adiante, pois a única coisa q poderíamos fazer ali era seguir e quanto mais rápido melhor. Peguei minha lanterna, coloquei na cabeça e fomos adiante, noite caindo cada vez mais rápido. Eu tinha q ler o guia a todo momento, pois as setas não eram mais visíveis. Saímos no asfalto, os carros q passavam iluminaram uma placa , cruzamos e entramos em uma estrada de chão, q o guia dizia: estrada de terra pedregulhada. À noite tudo era muito confuso.

Eu estava muito cansada, a noite era fato e nada da lua, somente carretas gigantes q passavam a toda velocidade por nós e levantavam muita poeira. Estava muito frio, ventava  e eu estava confusa, o  que confundia o Jairo também. Em um descuido, atravessei um banco de areia e a queda aconteceu, por muita sorte, na me machuquei e nem quebrei nada na bicicleta.

O guia dizia: cruzar a estrada municipal. De noite, tudo escuro, aquelas carretas, cheio de carreadores por todo lado, não tínhamos certeza de mais nada, somente q deveríamos permanecer na estrada principal, até q vieram duas carretas, e a primeira iluminou uma placa q o Jairo viu e pensou ser uma seta, a segunda iluminou novamente e fez com q ele visse claramente q deveríamos entrar em outra estrada sentido Faz. Milhã. Chegamos em um cruzamento, vimos uma seta,  peguei o guia e me certifiquei q estávamos no caminho e que a Faz. Milhã estaria por ali, não sabíamos.

Nossa maior sorte, foi o celular ter sinal ali,  pois o frio e o vento eram inacreditáveis, meus dedos estavam congelando e eu pensava q estava no cume de alguma  montanha congelada.  Minhas pernas não me obedeciam direito e tínhamos q encontrar a entrada para a Milhã. A Fátima ligou nesse momento, nos deu o celular do Celso, o q foi nossa salvação. Estávamos a menos de 50 m da entrada, mas a dúvida era tanta... Enfim.... Milhã à 5 km. Era um sonho....  O Jairo sempre muito forte foi meu guia nesses trechos tão incertos naquela escuridão. Eu quase desmaiando e ele dizendo q estava bem, q estava forte.... depois de muitos telefonemas, chegamos no sino da Faz. Milhã, toquei freneticamente, pois foi uma vitória chegar ali... O Celso veio ao nosso encontro, nos conduziu para uma casinha muito aconchegante e lá tinha ma linda mesa, com um jantar caprichado e flores..... emocionante.

Conversamos rapidamente, e ele nos deixou, afinal era 21:30h Entramos na casa e aí sim o Jairo confessou q estava exausto também, mas q não poderia me desanimar... rimos muito, estávamos tão cansados q ríamos de tudo. Estávamos aliviados e felizes por temos conseguido chegar ali. Jantar, banho e cama, e q cama quentinha e confortável.

3º dia:  Acordamos com o café da manhã da Márcia, verificamos o pneu da bike do Jairo, fotos e seguimos rumo à Mombuca. O dia estava prometendo ser quente, muito quente, ate q nos lembramos q o caminho chamava-se “Caminho do Sol” justamente por esse motivo.

Esquecemos um carimbo, q fomos perceber somente agora, dando uma consultada no guia.... q pena!!!!!!!!!!! Adoramos os carimbos....Ficamos sem conhecer a Dona Ilka.

Chegamos até à propriedade da Familia Bianchin, entramos, encontramos um funcionário muito atencioso, ficamos desfrutando da beleza do lugar enquanto ele foi chamar outra pessoa q pudesse carimbar a credencial, uma vez q a pessoa q o fazia não mora mais ali, esperamos bastante, ele voltou e nada do carimbo, conversamos mais até q eu perguntei se a pessoa não viria, ele voltou lá chamar até q um bom tempo depois apareceu uma senhora, também funcionária, q abriu a casa e foi procurar o carimbo. Esperamos um bom tempo ali, mas entre deixar de carimbar e seguir ou esperar, preferimos esperar Carimbo na credencial seguimos rumo à Cidade de Mombuca, chegamos na casa da Val, onde sua linda filha nos recebeu, carimbou, abasteceu-nos de água, passamos no supermercado, compramos comida e seguimos.

Na estradinha de terra, paramos numa sombra em frente a uma represa, comemos nosso lanchinho e encontramos uma senhora à pescar, ficamos conversamos um pouco, fotos.... rumo ao Clube Arapongas. Que calor! Que sol! Chegando lá, Clube Arapongas fechado, vamos atrás dos carimbos. Pergunta aqui, pergunta ali.... achamos uma pessoa q tem a chave do clube, abriu e carimbou. Parada para fotos, vamos até Monte Branco.

Bom, esse dia nos pegamos os carimbos no “laço”, literalmente, pois o restaurante Parcker estava fechado. Vamos procurar.... carimbo nas credenciais, sorvetinho, pois está muito calor.... entardecendo.... atrasadinhos de novo!

Esse dia de muito calor nos brindou com um pôr-do-sol inesquecível, claro q tiramos inúmeras fotos, atrasados e batendo fotos, todas as possíveis, pois íamos correndo atrás do sol, ele entrava, pedalávamos e encontrávamos de novo em  outro vale, mais fotos.

No caminho encontramos um pé de jabuticaba, pedimos permissão para o dono da chácara e nos fartamos, por fim ainda levamos um pouco nos alforjes para dar à família q nos acolheria naquela noite. Passando pela olaria da Faz. Milhã, o sol já tinha ido e a noite começou a cair... pasmem... pneu furado de novo!!!Desta vez na minha bicicleta. Novo Pit Stop, Jairo cada vez mais rápido, remendamos,  mas novo atraso e a noite chegando. Vamos logo e q o caminho seja fácil de encontrar, pois as setas estavam se perdendo na escuridão. Pensei: fomos irresponsáveis e nos atrasamos muito. Nisso vem uma motocicleta em nossa direção, o Jairo na minha frente, a moto parou e falou algo com ele q não ouvi, eu afoita á fui logo perguntando: Senhor, o bar do Zezinho ta muito longe? O Jairo rindo respondeu: Du, ele veio nos buscar. Olha, esse sem dúvida foi o momento mais marcante de todo o nosso caminho, pois nós  estávamos ali na escuridão da noite, preocupados em encontrar as setas e chega uma pessoa q não nos conhecia dizendo: Vim aqui para buscá-los. Era o Sr. Jesus. Eu fiquei muito emocionada com aquele gesto. Ele nos escoltou com o farol de sua moto , o Jairo na frente, eu no meio e ele atrás, clareando nosso caminho... foi muito emocionante. Nunca vou esquecer isso. O meu pneu continuava furado, mas aquela escuridão, o Jairo foi enchendo para q pudéssemos chegar logo. Chegamos à casa do Sr. Jesus e Adriana.

Bom, tudo ali era especial, pois os filhos pequenos vieram ao nosso encontro já conversando, perguntando, uma festa. Ao chegar à casa, aquele barulhinho de feijão cozinhando, aquele cheiro de comida gostosa, a Adriana com seu sorriso confortante... não consigo nem narrar tanta atenção e afeto.

As filhas começaram a me ajudar com a bicicleta, e já foram dizendo: vcs devem estar muito cansados, querem uma massagem? Eu e o Jairo até pensamos q era brincadeira, pois uma massagem seria alguma coisa inimaginável. Entramos no quarto, q estava todo arrumadinho, tanta simplicidade e tanta atenção e li um cartaz na parede: Estamos fazendo vários cursos de massagem para melhor atendê-lo. Pague o q achar justo. O Jairo de cara se identificou com as meninas que tem 13 e 10 anos, ali naquele lugar tão afastado e tão atenciosas.

Jantamos e fomos para a sessão massagem. E  elas fazem uma massagem maravilhosa, pés ombros, panturrilha. Que sonho!!!! De quebra lixaram nossas unhas. Um SPA verdadeiro. No final ainda disseram: agora vamos deixar vcs descansarem. Que simpatia e educação.

4º dia: Ao amanhecer, vimos q nossos pneus precisavam de atenção, pois o meu dianteiro estava murcho e o traseiro da bike do Jairo também... Desmontamos e lá estava o acontecido: no total seis furos , e a prova do que tinha acontecido. Passamos por espinhos, e fizemos vários furos. Café da manhã e caminho novamente. Nos despedimos da Adriana pois o restante da família ainda dormia, consultei o guia e seguimos. Andamos uns 2 km e ouvimos  trovões... tudo bem, era cedo e o  sol não havia  aparecido ainda...  mais trovões, começamos a perceber q o céu estava muito cinzento e que agora berrava, tamanho eram os trovões e raios. O jeito era acelerar para ver se fugíamos da chuva, q agora era eminente. Chegando em Artemis, colocamos os anoraques e começou a chover, hora garoa, hora pingos enormes, achamos melhor parar um pouco já que estávamos em uma cidadezinha.

Paramos em um boteco, papo vai, papo vem e a chuva caindo lá fora.  Bom,  melhorou um pouco o tempo e saímos rumo à Águas de São Pedro, pedalamos pelos labirintos dos canaviais, seguindo as setas amarelas. Engraçado como nesse último trecho vai dando uma saudade, vai rolando uma despedida antecipada dos dias q ali passamos.

Estávamos de lama até os olhos, bicicletas pesadas de tanta lama q foi grudando após a chuva. Agora o céu estava urrando em cima de nós, parece q a chuva estava cada vez mais nos cercando e nós fugindo dela a todo custo. As setas cada vez mais próximas umas das outras anunciava o fim do caminho, casas e chácaras foram aparecendo, anunciando q uma cidade estava se aproximando e essa cidade era Águas de São Pedro, o término do nosso tão esperado e planejado “Caminho do Sol” .  Começamos a desacelerar as bikes e conversar sobre tudo o q passamos, na minha cabeça veio o dia anterior ao meu aniversário em que estava na cozinha preparando o jantar, o Jairo me ajudando e eu olhei séria para ele e disse: Posso te pedir um presente de aniversário? Ele respondeu brincando: Pode! E eu emendei: Vamos fazer o Caminho do Sol? Ele estalou os olhos e disse: Sério? Eu respondi: Sim. Bom no dia seguinte cheguei no escritório e já entrei na internet, peguei o telefone e coincidentemente foi o palma q me atendeu.

Naqueles últimos momentos, já saindo no asfalto, a chuva ameaçando despencar, e dessa vez mais forte ainda, encontramos nosso anjo e padrinho do caminho, Jorge, que gentilmente foi  de Sorocaba para nos buscar. Conversamos rapidamente, ele preocupado com o tempo, nós dois cansados, demos uma ultima acelerada, e no portal de Águas, o inevitável. Caiu uma chuva torrencial, q nos lavou a alma, nos lavou o espírito. Chegamos na Casa de Santiago completamente encharcados, mas limpos, pois a chuva lavou tudo. Lavou nossas roupas, lavou nossas bicicletas, lavou nossos espíritos. Mal conseguimos fotografar a chegada. Tudo bem, pois nas nossas memórias para sempre vai ficar a imagem daquela casinha La embaixo, do sino, da concha dourada no chão.

Recebemos o Arasolis das mãos do Rui, com o amigo Jorge nos apadrinhando, nova pausa na chuva, o suficiente para fotos junto à imagem do Apóstolo Tiago, carregar as bicicletas e agradecer a atenção de todos.

Tudo isso e muito mais aconteceu com Dulci Schmidt e Jairo Alberto Sanches, percorrendo o Caminho do Sol, de 17/09/2008 a 20/09/2008, entre Santana do Parnaíba e Águas de São Pedro / SP.

465 - Nome: Eduardo Bento Data: 25/10/08
Com relação ao Caminho do Sol é fantastico, só que erramos na escolha de percorrer em 3 dias, acho que fica mais agradavel fazer em 4 dias, teriamos mais tempo para aproveitar-mos as paradas, cuntir um pouco mais as belas paisagens que o caminho oferece ao peregrino.
Como critica fica somente a organização na saida do percurso, muita lentidão, demorado demais para sair.
Obrigado.

Sr. Palma gostaria que se possivel mandase informações sobre o "Caminho de Santiago" pois pretendemos fazer-lo em 2009, já conversei com o senhor no dia da chegada do caminho do sol.
Agradeço desde já..

464 - Nome: Cristiano A. Estrada Data: 05/08/08
Minha segunda vez no Caminho do Sol!! > mais uma vez como na primeira peço desculpas pela demora do depoimento, mas como diz o ditado "antes tarde doque nunca", então vomos lá: > quando cheguei no ano passado do Caminho realmente eu tinha aprendido muita coisa sobre a vida, simplicidade, dificuldades, doação pessoal e companheirismo, então quando as pessoas me perguntavam como tinha sido eu colocava tudo isso antes mesmo do prazer de pedalar por 240 km por belas paisagens e lugares novos (que para nós que gostamos de Bike já serviria de estimulo para esse desafio), então depois de muito planejamento e algumas reuniões, e-mails e telefonemas estavamos em 7 bikers prontos para embarcar na vam e partir para Santana de Parnaiba no dia 21 de maio de 2008 onde prenoitamos para começar nosso Caminho no dia 22, e foi em Santana que conhecemos o Neto que iria fazer  mesma logística que nós, mas devido a um problema fisíco não pode completar (uma pena!!), pernoitamos na Vesúvio nesse dia,onde mais uma vez provamos da boa comida e HOSPITALIDADE do Welington, no segundo dia (23) partimos para Mombuca para nos hospedarmos na casa da Val que como da outra vez nos recebeu maravilhosamente bem (melhor impossível), mas nesse ano antes de chegar em Mombuca não dexamos de passar na Fazenda Bianchini onde a Raquel nos recebeu de alma aberta e nos proporcionou uma tarde da qual não vamos esquecer nunca pela doação, hospitalidade e alegria de nos receber com direito a comes e bebes, uma pinguinha de engenho e até um resfrescante banho de piscina, ficou marcado em nossa memoria a alegria dela e seus filhos nos acenando com a toalha enquanto subiamos o morro na hora de ir para Mombuca (foi muito marcante mesmo), em Mombuca conhecemos mais ciclistas que estavam no Caminho e tambem dormiriam lá, momento muito bom pelas trocas de experiencias e o bom e velho "papo furado" na mesa depois da janta, no terceiro dia (24) partimos para Monte Branco para pernoitar na casa do Jesus, agora posso dizer que me arrependo muito de no ano passado ter passado só meia hora por lá, esse foi um dia de muita alegria e descontração, provamos do delicioso almoço preparado pela Regina, demos boas risadas no bar do Seu Zezinho onde conhecemos o Bigato (uma figura!!!) e acreditem que teve até ciclista indo no baile a noite de bermuda, meia e chinelo havaiiana, isso que é desprendimento (rsrsrs!!), mas teve tembém momentos em que podemos ver que os Anjos do Caminho realmente são pessoas muito especias que se preocupam com os Caminhantes,  foi quando o Jesus foi resgatar alguns ciclistas em dificuldades, trazendo eles sãos e salvos e sua esposa a Regina lhes proporcionou uma refeição deliciosa que tenho certeza que eles nunca vão esquecer. Bom, e no domigo nosso ultimo dia 40 Km nos separavam de Água de São Pedro, pudemos acordar um pouco mais tarde e partimos para nosso destino final, onde eramos aguardados por nossas familias e mais uma vez muita emoção rolou, nesse ano fizemos em 3,5 dias que para aproveitar mais os bons momentos e se precaver de algum incidente (eu acho ideal), aos meus amigos de pedal Fernando, Rodrigo, Marquinhos, Valnei, Junior e meu irmão Eduardo deixo aqui registrado o meu muito obrigado pela maravilhosa compania, companherismo e alegria, e também registrar  a minha gratidão ao Marcio (de Bom Jesus), Marcia (de Cabreuva), Seu Egidio (de Piracicaba) e tantos outros que encontramos e de uma forma ou de outras nos ajudaram, e como não poderia deixar de ser as nossas familias que nos apoiaram mais uma vez, e a vocês José e Fàtima Palma o meu abraço especial pelo acolhimento, apoio e por estarem por trás desse Maravilho Caminho do Sol. > Poxa vida.....meu depoimento ficou grande de novo...e olha que eu economizei nas palavras!!!!  > > Obrigado por tudo em um forte abraço para vocês!!! >

463 - Nome: Luiz Salvador  Data: 05/08/08
FAZER O CAMINHO DO SOL PARA MIM FOI UMA EXPERIENCIA OTIMA,DEU PARA SENTIR VARIOS TIPOS DE EMOÇÃO,REFLEXÃO,FRAQUEZA, SUPERAÇÃO,CONHECIMENTO.PODE NÃO PARECER MAS SE OS PROXIMOS CAMINHANTES QUISEREM SABER COMO É O ESPIRITO DE SOLIDARIEDADE,AMIZADE,FAÇA O CAMINHO ATÉ O FIM,TODOS ME ACOLHERAM MUITO BEM,  EM TODOS OS SENTIDOS,NÃO VI UMA PESSOA RECLAMAR,BRIGAR, OFENDER,FUI RECEBIDO POR PESSOAS MUITO ALEGRE,SEMPRE COM UM SORRISO PELA MINHA CHEGADA NAS FAZENDAS,FOI TUDO LINDO DEMAIS.VALE  A PENA FAZER.

462 - Nome: Alexandre Rosa Guida  Data: 22/06/08
Há um bom tempo estava planejando fazer uma cicloviagem, e o Caminho do Sol na minha visão seria uma ótima maneira de iniciar esse tipo de aventura, devido à ótima organização, estrutura e apoio dado pelos seus idealizadores: Palma e Fátima.

Resolvi fazer o caminho sozinho, pois como diz aquele velho ditado: "Antes só, do que mal acompanhado".

Sendo assim, lá fui eu pernoitar na casa de minha mãe que fica na cidade de Santana de Parnaíba, onde começa esse belo caminho introspectivo.

Não vou negar que tive inúmeros problemas, pois, logo no primeiro dia um fator determinante quase colocou meus planos por água abaixo.

Logo após passar pela entrada de Cabreúva estava eu sozinho no asfalto, muito concentrado quando ouço um motor de carro, que me desconcentrou fazendo com que eu tomasse um tombo cinematográfico, digno de um dublê de Hollywood! E o resultado? Dois belos ferimentos no cotovelo e no joelho, e principalmente um problema no movimento central do pedal que me prejudicou muito ao longo do caminho, e que atrapalhou demais toda a minha logística. Mas fazer o quê? Sem isso não seria uma aventura.

Era impossível imprimir um ritmo forte, principalmente nas subidas no meio dos canaviais, visto que o pouco que o pedal funcionava não se quebrasse de vez, mas eu tinha que chegar de qualquer jeito!

E assim com muito sacrifico consegui completar o caminho em 03 dias saindo dia 12/06 e chegando a Águas dia 14/06 por volta das 15hs.

Fica difícil mencionar tudo que eu passei, pois além do caminho ser m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o o que nos faz refletir muito sobre várias questões, as pessoas que conversei e que me ajudaram ao longo do caminho sem dúvida jamais esquecerei.

Foi uma experiência muito gratificante, pois era isso que eu estava buscando, não só pelo desafio de conhecer outros lugares que estão na nossa cara e que deixamos passar desapercebido, mas também pela energia que o caminho nos traz.

Aproveito a oportunidade para agradecer do fundo do meu coração a Fátima, que sempre me ajudou e quebrou meus galhos (risos), ao Wellington da Faz. Vesúvio, pessoa boníssima que não mediu esforços no meu primeiro pernoite; ao Palma, o qual eu também dou os meus parabéns por estruturar brilhantemente esse caminho.

Agradeço também a minha mãe D. Ana, minha esposa Eva, meus amigos do trabalho, meu PAI (em memória) que me deram força para que isso tudo acontecesse.

Resumo toda essa experiência no significado que as setas amarelas traziam para mim ao longo do caminho:

" CONTINUE EM FRENTE, ESSE É O CAMINHO QUE LHE TRARÁ UM LUGAR AO SOL".

461 - Nome: Luis Armando Teixeira Data: 02/06/08
Só tenho que agradecer a oportunidade que vocês nos deram de fazer este caminho. Obrigado pela dedicação e preocupação que tiveram durante todos os dias em saber a todo o momento onde estávamos e se estavamos bem. Realmente neste caminho passa-se por vários sentimentos que cada um a sua maneira vai percebendo e sentindo. Minha maior prova foi no terceiro dia, quando chegamos ao extremo de cansaço e fome, (não somos ciclistas preparados, simplesmente gostamos de andar de Bike) e a preocupação com meu filho que entrou em pânico. É nesta situação onde temos que aprender a controlar o nosso emocional e nosso pscicológico, para termos o controle da situação, para poder pensar e tomar algumas descisões. Como disse no dia da chegada, não encontrei nenhum anjo pelo caminho, mas naquela hora nós nos deparamos com um homem que teve a felicidade de se chamar Jesus. E falando nele. Que pessoa magnífica, que familia maravilhosa, que lugar simples e acolhedor. Para mim foi o local que melhor fui recebido em todos os aspectos. Muito calor humano. Aproveitando, agradeça mais uma vez Ele por mim. Acho que isto é um pouco do que senti. Se vocês quiserem colocar no site, podem fazê-lo. Mais uma vez. OBRIGADO. PARABÉNS!!! Abraços.

450 - Nome: Valter Data: 31/05/08
Bom dia!!! Realmente, foi emocionante ter participado do "Caminho do Sol", pois internamente criei uma grande expectativa por este desafio. Logo nas primeiras pedaladas, perebi que meu maior desafiante era eu mesmo e aí demos inicio a uma grande competição. Etapas iam sendo vencidas e meu "concorrente" sempre ao meu lado. No final de cada percurso batia aquele cançaso, mas logo era recompensado por uma loira bem gelada e assim me preparava para o dia seguinte. Foram tres dias inesqueciveis e no final pude comemorar junto com meu "competidor" dizendo nós VENCEMOS!!! Palma, quero lhe agradecer por esta primeira oportunidade e me preparar para outros desafios. Aquele abraço

449 - Nome: Paulo Azarite Filho Data: 31/05/08
O caminho do sol é um desafio muito interessante de ser superado. Pq além da satisfação de atingir o objetivo, há tbem o prazer de ver lindas paisagens e compartilhar da companhia de pessoas agradáveis e acolhedoras. Tivemos alguns perrengues no meio do caminho, mas isso faz parte do passeio mesmo...

448 - Nome: Aldino Araújo Costa Filho Data: 09/05/08
É muito difícil descrever o que passamos neste caminho. A energia que fomos sentindo a cada quilometro rodado era impressionante. O que levar? O mínimo de roupas e para quem vai de bike eu posso indicar o que levar, mas o mais importante é o espírito de coleguismo e o bom humor para enfrentar alguns obstáculos imprescindíveis. >     Quem puder dispor de quatro dias para ir de bike, vá. Vale muito como auto-conhecimento e dependendo da turma ou companhia melhor ainda. Tive muita sorte de ter meus amigos Marcelo, Tati, Edgar, Renata, Tati, Fernanda, Alê Munhoz, Érica (apoio com carro), Edú França e Denise ao meu lado. Sem eles jamais teria concluído o Caminho. >     E o carinho dos nossos hospedeiros? Indescritível. (em especial carinho para comigo o Elpídeo, no dia de muita chuva e frio). Acho que dá pra escrever um livro se continuar escrevendo...quase ia esquecendo. O carinho do Palma e Fátima...sem eles não existiria o Caminho do Sol. Mais que uma atividade física, o caminho do Sol é uma prova de auto-conhecimento.

447 - Nome: Ederson A. Silva Data: 06/05/08
Gostaria de agradecer ao Palma e Fátima pelo suporte e ajuda para completarmos o Caminho do Sol, não tivemos SOL mais tivemos Fé e perseverança para concluir nossa jornada.

Muito obrigado e em breve estaremos disponibilizando um blog e vídeos.

Obrigado em nome do ABCD Bikers.

446 - Nome: Guilherme Carnicelli Data: 19/02/08
“Nove amigos unidos em um prazer, pedalar. Fazer  o Caminho do Sol foi diferente de uma trilha ou um passeio, viajar a bordo de uma bicicleta é diferente, é preciso entrar no clima e acima de tudo respeitar cada centímetro de solo que você encontra. O Caminho do Sol, para nós bikers, não é um duro desafio, mas é uma maneira de fortalecer os laços de amizade e uma chance de aprender. Sim, uma viagem como essa te ensina muitas coisas. E o que a gente aprende? Aprende que nunca um dia é igual ao outro, mesmo que você esteja passando por um canavial igual ao de ontem. Aprende que é preciso seguir sempre em frente porque se chover você tem que continuar e se fizer sol também. Aprende que os amigos são bens preciosos, coisa que o dinheiro não compra, to falando de amigos verdadeiros. Aprende que a menos de 200km da maior cidade do País existe um mundo que une simplicidade e felicidade no mesmo pote. Fiz essa viagem com amigos, foram muitas risadas, muita conversa, falta de assunto e excesso de papo. Ao final, saímos todos melhores do que começamos, saímos mais amigos do que antes. Nós já pedalamos juntos dezenas de vezes, mas nunca vivemos a nossa amizade de forma tão intensa e é isso que eu chamo de fazer um caminho.”

445 - Nome: Marco Assan Data: 09/11/07
Bom dia Palma e Familia Caminho do Sol!

Inicialmente aceitem minhas desculpas pela demora em enviar meu depoimento, pois, apos a conclusao do caminho engatei um trabalho atras do outro e nao consegui me dedicar a isto.

Gostaria de obter o contato do Gabriel Prezoto, nao consegui falar com ele apos o caminho.

A minha "historia"com o caminho é muito antiga, remota a uns dois anos de flerte meu com o caminho.

Gosto muito de via jar , tanto na vida real quanto no mundo vitual, buscando lugares e novos desafios.

Foi ai que encontrei ambos, pois, nao sou um ciclista assiduo e tanpouco um desafiante solitario. Por varias vezes eu fiquei marcando datas e convidando pessoas a participar comigo desta aventura.

A maioria das pessoas que eu falava dos meus planos, dizia que nao conseguiria concluir, que era muita coisa, que eu nao havia me preparado e etc.

Marquei uma data com tres meses de antecedecia (o feriado de 12 de Outubro, dia do engenheiro agronom, minha profissao), apos isto tomei tres atitudes: entrei forte na academia, montei uma bike nova e estudei o caminho do sol e as dicas de especialistas na internet.

Como nao consegui compania para o caminho me preparei para a solidao nos quatro dias que havia progamado, fiz uma lista de verificacao das coisas que deveria levar, estudei o roteiro em detalhe, vi o DVD, pois sou do interior, e conversei com a organizacao do caminho.

Estava pronto para o inicio do caminho na quinta de manha me lancei ao desafio maior sair de Santana e chegar na fazenda Vesuvio em Iu, nunca havia andado 20 km de bike em um so dia, teria que romper mais de 80 km, foi extremamente cansativo, mas consegui!!!!!!

Outra boa surpresa foi que encontrei outro peregrno o Gabriel que tambem estava fazendo o caminho , mas, faria em 6 dias ele havia saido um dia antes e chegaria um dia depois de persua di-lo a fazer em umtempo menos, pe na estrada e ai os utros tres dias foram vencidos com bravura.

Concluido o caminho no domingo e recepcionado pela familia do caminho, e pela minha familia pude refletir e tirar algumas licoes, que compartin

lho com voces:

1- Aceite os desafios e tome as ideias contrarias como um incentivo e uma oportunidade de melhoria.

2- Durante o caminho, nao consegui pensar em nada, alem do objetizvo de conclui-lo, e foi isto que fiz, simples assim.

3- Descobri que podemos viver com o minimo das coisas materias, levei na bagagem poucas coisas, mas, levei algumas desnecessarias, viveria perfeitamente bem sem elas.

4- O relacionamento com pessoas que nunca havi conheci e a receptividade que fui acolhido, o carinho , atencao, o cuidado e o interesse em ajudar foram imensos, foi realmente uma descoberta a parte. E etsa é indescritivel

5- Se tivesse que resumir em uma palavra o caminho seria SUPURACAO, pois, tudo foi superado os km, as dores, as expectatvas, os medos, as incertezas, a desconfianca, o carinho, enfiam tudo foi superado.

Estou feliz em ter me dado a oprtunidade de vivenciar tudo isto.

Muito obrigado!

Nos veremos com ceteza pelos caminhos da vida!

Um forte abraco a todos e rogo ao grande arquiteto do universo que nos inunde com sua luz nossos caminhos.

444 - Nome: Sérgio Boucault Data: 15/08/07
Amigos Peregrinos,
 Tomei conhecimento através de uma entrevista do Palma na televisão.  Era sobre um caminho por estradas de terra até Águas de São Pedro, que eu  conheço a mais de 10 anos, pois, vou sempre treinar para lá. Uma coisa que  me chamou à atenção, foi a calma que o Palma falava sobre o Caminho do Sol.  Após a entrevista anotei o site e assim começou minha peregrinação. Por  causa dos triatlons que faço, inclusive Ironman, sou muito precavido, “não  ponto sem nó”. Visitei o site do Caminho, mandei e-mails, me informei sobre  o percurso e decidi fazer o Caminho de bike, pois um gosto mais de pedalar.  Após a palestra preparei tudo e lá fui eu até Santana do Parnaíba. Com o  guia no bolso, fui pedalando ao “desconhecido”. Os primeiros dias com muita  chuva e lama, mas não estava ligando, devido aos meus treinos, eu estava  curtindo a paisagem, lugares, pessoas e animais, ao longo do percurso. Eu  gosto muito de cachorro, e estava pedalando numa estrada de terra, tinha  passado por uma casinha no meio do canavial com chuva e lama. Devido ao  cansaço, pedalava bem devagar, com pensamentos tristes, quando parei para  tirar uma foto da paisagem e senti algo estranho, quando olhei para trás  tinha uma cachorrinha a uns 50 metros atrás de mim. Lembrei algo sobre anjos  que aparecem do nada, que ouvi na palestra e comecei a rir sem motivo.  Pernoitei com uns 30 peregrinos que chegariam com o aniversário de Águas de  São Pedro, no dia seguinte partimos sob um nevoeiro até sair um sol ao longo  do dia. Eu sai alguns minutos depois e a medida que ultrapassava o  peregrinos, desejava Bom Caminho a cada um. A alegria foi aumentando à  medida que lia as placas de Piracicaba, Ártemis são nomes conhecidos. Após  alguns dias cheguei a Águas de São Pedro e aí foi a maior emoção de toda a  minha vida. Entrei no horto, toquei o sino e caminhei até o altar e lá  estava a única pessoa que eu conhecia em 4 dias, o Palma, sozinho ao lado de  imagem de Santiago, quando aparece por trás do altar, minha mãe e minha  esposa e o choro começou, só felicidade de ter conseguido. Eu fui pelo  desafio, não pelo condicionamento físico e sim o mental. Vale a pena, você  valoriza várias coisas que não se toca em seu dia-a-dia. Foi um grande  aprendizado. Obrigado Palma!

443 - Nome: João Roberto Nadalin, Vinicius Roberto Nadalin, Leandro Gustavo Nadalin Data: 18/06/07
Boa tarde pessoal,
como foi bom e quantas saudades já estamos sentindo de nosso passeio, para mim foi um desafio inacreditavel, pensei que não chegaria ao meio do caminho, e quando dei conta estava lá em Águas de São Pedro, numa pedalada muito bem planejada pelo colega Hamilton, fizemos de maneira tranqüila com uma paz difícil de se ter aqui na cidade, uma paz interior e exterior que marca com profundidade a gente. Nas matas fechadas ouve-se pássaros, nas plantações de cana mais o silencio só o uivar do vento na mata. A bike é ao meu ver a maneira perfeita, para quem não tem tempo, de fazer uma jornada por 11dias. No silêncio, a cada pelada, o suor que escorre no rosto, a mochila nas costa, a água que nos fortalesse e refresca. Os pensamentos passam como filme em nossa mente, momento de refletir, repensar, e analisar. Em cada parada um sorriso que nos recebe, carinhosamente nos encorajando a jornada a empreitada que nos desposemos, sei que não deve ser fácil manter as marcações e o sistema todo empregado para os peregrinos, mas sem duvidas é algo que vale a pena, pois beneficia muita gente e vai beneficiar muitas pessoas ainda. Parabéns a Fátima ao Palma pela iniciativa de criar e a persistência em manter um caminho de peregrinação, ainda mais com este nome o caminho do sol, astro mais referenciado da historia, humana, seu caminho é representado na maioria dos templos desde as religiões Egípcia, Persas, Fenícias e até hoje em muitas religiões e seitas, pois representa o ciclo da vida. Em anexo estou mandando duas fotos uma da equipe na chegada e outra uma foto que diz tudo.

442 - Nome: Milton J. R. Bruch Jr Fett Data: 12/04/07
Confesso que não havia motivação alguma em fazer o Caminho do Sol a não ser o desafio de dar uma boa pedalada com amigos. Felizmente não foi apenas uma boa pedalada. O Caminho do Sol mostrou como esquecemos de alguns valores, como encaramos nossa vida de forma egoísta algumas vezes, como há tanta coisa boa para fazer. Com certeza o início ser um uma sexta-feira santa contribuiu para que a experiência fosse diferenciada. Foram três dias mágicos! Isso é tudo que consigo escrever, pois o resto não encontro palavras. O certo é que trago muita coisa boa no meu coração após estes 240 KM e que vou dividir com o máximo de pessoas que eu puder. Abraços a todos,

441 - Nome: Cristiano Antonio Estrada Data: 03/04/07
Vamos lá!!!! Tudo começou no dia 15/11/2006 no passeio ciclistico do dia da Republica quando ao terminarmos nosso percurso, no almoço em Boracéia ouvi o Edu Carrega (Butocatu) falando sobre o Caminho do Sol (conversas de ciclistas), no momento trocamos algumas ideas e no dia seguinte lá fui eu na internet fazer algumas pesquisas sobre esse até então desconhecido "Caminho do Sol", foi quando vasculhando o site oficial e outros mais vi o percurso li os depoimentos e percebi que esse tal Caminho não era um percurso qualquer, ele tinha algo mais que as pedaladas que costumamos dar aqui na nossa região, tentei então transmitir o que senti para meus colegas e as demais pessoas envolvidas com esse projeto, marcamos um reunião para discutirmos , queriamos fazer antes do fim do ano, mas as festas a agenda de cada um nos impedia de concluirmos nesse periodo, Janeiro tambem ficou inviável por causa das ferias e cada um já tinha seu planejamento. Então disse "vamos no carnaval!!!", e ai tambem veio um punhado de objeções, tentamos nos juntar com um pessoal de São Manoel mas para eles no carnaval também não deu, pensei seriamente em desistir, pois o translado até Santana também estava complicado e só restavam dois ciclistas dos tantos incicialmente empolgados, então firmei com meu amigo Wanderlei, "se sobramos só nós dois então vamos nós dois mesmo!!! Certo?", e ele concordou e fomos firmes ao nosso objetivo, fomos trocando emails, conversei então com a Fátima, o Palma, o Victor e o Rodolfo e todos sempre me passando muita energia que me empolgava a seguir em frente, acertamos tudo e no dia 16/02/07 meu Amigo Elson e meu Irmão Eduardo nos levaram a Santana onde fomos muito bem recbidos pelo Sr Emanuel que nos deu um show de História e de sabedoria e pra nossa surpresa estava acontecendo um carnaval de rua (com tanta animação quase não consegumos dormir a noite), na manhã do dia 17 então saimos junto com o Sérgio (outro ciclista que conhecemos na pousada), no começo como em tudo que é novo fiquei apreensivo, pois era minha primeira cicloviagem de três dias seguidos que eu faria longe da região onde moro, mas logo foram aparecendo as tão faladas setas amarelas e ai eu comecei a vibrar com cada seta avistada, pois elas nos davam a direção, o caminho a seguir e elas nos levavam a lugares lindos a pessoas que nos recebiam de braços abertos, quando nos demos por conta estavamos na Fazenda Cana Verde, onde pudemos almoçar e descansar para prosseguir até a fazenda Vezuvio, onde fomos muito bem recebidos pelo Sr Weligton e pudemos provar da hospitalidade de sua familia e da sua maravilhosa pizza!!! e também conhecemos mais dois ciclistas no caminho, o Ruan e a Aline (um casal muito gente boa), que fariam as duas pernoites nos mesmos lugares que nós. Logo na manhã do dia 18 começamos nosso pedal rumo a Mombuca agora um pouco mais confiantes, acho que pela recepção que tivemos na Vezuvio no dia anterior, onde pudemos perceber que ao longo desse caminho tem gente que realmente mesmo sem nos conhecer se preocupava com a gente, passmos por Elias Fausto, fomos até a Pousada do Souza, mas infelizmente não encontramos ninguem por lá, então partimos e chegamos até a Fazenda Milhã onde mais uma vez fomos muito bem recebidos, nos abastecemos de energia e água e seguimos rumo a Capivari, já era hora do almoço e nós exautos e debaixo de uma chuva que caia em Capivari, já na saida da cidade quase passamos direto mas num relance avistei o bar da Dona Ilka, onde fomos atraz de mais um carimbo e pudemos desfrutar da hospitalidade e da empadinha (santa empadinha) que nos deu energia para chegarmos a Mombuca na casa da Val, onde mais uma vez fomos muito bem recebidos num clima de muita alegria pois ali pernoitavam varios peregrinos que faziam o percurso a pé, com certeza nessa estadia aprendi muito com eles e vou ter lições que levarei pelo resto de minha vida (simplicidade, cumplicidade, amizade, doação.......) e para fechar a noite uma forte chuva caiu que nos impedia até de ir para o alojamento de tanta "água que Deus mandava", no dia seguinte pulamos cedo arrumamos as coisas nos despedimos do pessoal (alguns até ja estavam caminhando) e partimos para nosso terceiro e mais difícil dia onde nosso destino era Água de São Pedro com previção de chegada as 17:00h, mas mal sabiamos nós que aquela chuva do dia anterior acabaria com esse nosso planejamento, pois nós fizemos os primeiros 7 Km, isso mesmo 7 Km em 2 horas, era um misto de ansiedade e descontração (até lavamos as bikes em uma cachoeira) no meio daquele barro nos canaviais, mas passo a passo e tira barro daqui e empurra a bike ali fomos vencendo o desafio e nossos limites e mais uma vez quando tudo parecia muito dificil chegamos ao clube Arapongas onde encontramos a jovem Sra Ana Luiza (jovem de espirito e simpatia e Sra de sabedoria), que nos deu muito mais que melancia e coca-cola geladinha, nos deu aconchego e palavras amigas com suas histórias maravilhosas, já quase de saída também conhecemos o Ruy que mais tarde nos recebeia em Águas, então mais uma vez lavamos as magrelas e gira pedal dessa vez com destino a Monte Branco, agora mais tranquilos, com menos barro mas sabiamos que o atrazo da manhã não nos dava tempo nem para apreciar as belas paisagens dessa parte do caminho foi quando as 15:00h chegamos a casa do Jesus e da Regina e mais uma vez nos surpeendemos com o calor da recepção, o Jesus não estava pois tinha ido fazer compra com o Victor, mas a Regina nos recebeu e preparou um almoço maravilhoso e também pudemos ter o prazer de conhecer a Dona Meire (mãe do Victor), diga-se de passagem "que simpatia de pessoa", mais ainda tinhamos um bom percurso pela frente e então logo caimos na estrada e gira pedal, mas algo diferente acontecia comigo, quando eu achei que iria fraquejar com o desgaste daquela manhã o contrario aconteceu, a cada seta amarela que ultrapassavamos e mais forte eu me sentia e mais determinação eu ganhava, mas mesmo assim não foi fácil e já eram quase 19:00h quando chegamos em Água de São Pedro, onde carinhosamante nos aguardavam o Ruy e o Sr Manoel ,e também o meu Irmão Eduardo e meu pai o Seu Toniho (que pacientemente foram nos buscar, digo pacientemente pois estavam lá desde as 16:30H) onde pudemos cumprir todo nosso ritual da chegada, e no momento da entrega de nossos Arasolis muita emoção rolou, mas enfim valeu, valeu demais, vencemos dificuldades, provamos da hospitalidade do Caminho do Sol, conhecemos pessoas maravilhosas que mesmo sem preceber nos derem muita força e energia para continuarmos o nosso percurso, e se eu continuar a expressar tudo que vivi e senti nesses 3 dias esse texto vai ficar muito, mais muito longo doque já está, e eu só tenho a agradecer a todos, a Zilda minha esposa que me deu todo apoio para esse projeto, ao Wanderlei meu parceiro que desde o inicio do projeto Km a Km esteve ali ao meu lado e a todos acima citados e tantos demais que encontrei ao longo do Caminho, do fundo do meu coração muito obrigado mesmo, e a quem ler esse texto e se identificar com os fatos acima citados, seja de bike ou a pé, se tiver oportunidade de fazer o Caminho do Sol, vá e faça, você não vai se arrepender, será uma lição de autoconhecimento, porque eu assim que puder farei novamente

Fotolog: http://bikelencois.nafoto.net/arch2007-02-18_2007-02-24.html

 

440 - Nome: André Vendrametto Data: 12/02/07
Há alguns anos eu e meus amigos estamos tentando combinar uma data para fazer o Caminho do Sol, porém as datas propostas nunca coincidiam, ou quando coincidiam, eu ou alguém da turma estava sem grana, então adiávamos novamente. Até que neste último fim de ano, faltando um dia para ir viajar com a galera, me surgiu a idéia de fazer o caminho, pois finalmente calhou de ter tempo suficiente para completar esta façanha, estava decidido, iria fazer o Caminho do Sol em 3 dias sozinho, pois os amigos já estavam de viagem marcada. Agora só falta buscar a credencial, planilhar o trajeto, as paradas e partir no dia seguinte, parecia fácil. Aí começaram as complicações, os lugares que tinha programado para pernoitar não iriam funcionar na minha chegada, tentei mudar os locais das paradas por duas vezes, porém os alternativos também não estariam funcionando ou fugiam muito da minha planilha de km/dia, até a Fátima (uma das pessoas responsáveis pelo Caminho do Sol) opinou "André, acho melhor você desistir, as coisas não estão dando certo, programe para fazer o caminho em outra data", mais já estava adiando este objetivo há bastante tempo, então decidi encarar independente das dificuldades que fosse encontrar. Acabei fechando o planejamento de viagem com a última alternativa de km/dia, iria pedalar no primeiro dia de Santana de Parnaíba a Capivari, Fazenda Milha, (125 km), no segundo de Capivari a Monte Branco, Piracicaba (68 km) e no terceito dia Monte Branco a Águas de São Pedro (48 km). Acabou ficando muito desproporcional, mais não tinha outra opção, fechado o trajeto, só faltava ir até o Bairro da Aclimação em São Paulo buscar a credencial e me preparar para partir no dia seguinte. Busquei a credencial, arrumei minhas tralhas e fui pernoitar na casa de meu tio em Pirapora, pois ele iria me levar em Santana no dia seguinte, hora de dormir (quase 2:00hs da madruga), e quem disse que eu conseguia dormir, estava numa adrenalina animal. Sexta-feira, 29/12/2006, 7:00hs da manhã, hora da partida e do primeiro carimbaço, sai da pousada em Santana por volta das 7:30 da manhã e pé na estrada, ou melhor, bike na estrada, os primeiros trechos entre Santana/Pirapora e Pirapora/Cabreuva foram tranqüilos, porém a brincadeira estava apenas começando, saindo de Cabreuva uma subida animal, joguei na bozolina, olhei pro chão e fui embora, acho que demorei uns 15 minutos pra terminar a subida, nesse momento o cansaço começava a bater, mais fui em frente até chegar no Armazém Limoeiro, onde encontrei sete peregrinos, uma galera muito gente boa, falavam besteira pra cacete, eram dois homens e cinco mulheres. Comi algumas bananas, umas barrinhas de cereais, descansei por uns 30 minutos, me recuperei um pouco e parti novamente sentido a Fazenda Cana Verde, onde combinei de almoçar com os peregrinos que encontrei no caminho, mas acabei nem parando na Cana Verde, ainda eram 11:30h da manhã e eu não estava nem na metade do meu trajeto. Nessa hora o medo de não conseguir chegar começou a bater, então decidi não almoçar para ganhar tempo. Acabei encarando o restante da jornada deste dia com apenas breves paradas para comer umas bolachas de vento que havia comprado no Armazém Limoeiro, me reabastecer de água e bike na estrada, até que consegui chegar na Fazenda Milhã por volta das 17:00h, quando vi que faltavam apenas 5 km decidi dar uma relaxada e foi somente neste momento que passei a reparar os lugares, as paisagens, a natureza, até aqui o medo de não chegar estava me dominando, mas consegui completar o meu primeiro e bem puxado dia de pedal, me senti orgulhoso, pois achei que não chegaria, o máximo que tinha pedalado em um único dia foi uns 100 km. Bom, hora de tomar banho, cuidar das assaduras, comer uma bela lasanha e dormir para poder encarar o segundo dia de pedal. Sábado, 30/12/2006, 6:30h, bike na estrada, me sentia bem disposto, porém nos primeiros 20/30km vi que eu estava bem zoado, a pedalada não rendia, o corpo doía, a bunda então, nem se fala, achei que conseguiria completar o caminho no segundo dia, mas no cansaço que estava seria impossível, passei por Mombuca, peguei mais um carimbaço e fui sentido ao clube Arapongas, a partir daí eu só faltava chorar quando via uma subida, sem contar que me perdi na saída de Mombuca e tive que voltar uns 2 km, uns 10 km pra frente tem uma subida chamada Tobogã, é maravilhosa quando se olha lá de cima, porém quando você está lá embaixo é desesperador, já estava quase no meu limite, mas não podia parar, diminui o ritimo um pouco e fui em frente, comecei a ficar preocupado, pois faltava uns 10km para o clube Arapongas, minha água estava acabando (consegui furar o reservatório de água) e já estava morrendo de fome. Próximo ao clube me deparei com alguns pés de goiaba, nem eu acreditava no que estava fazendo, pegava uma goiaba, jogava fora a metade que estava com bicho e comia a outra, devo ter comido umas dez goiabas, que me deram forças para chegar ao clube, tive sorte, pois o proprietário da pousada, mais duas caminhantes voluntárias estavam lá, apenas limpando a pousada para receber os peregrinos caminhantes, me receberam muito bem, me fizeram uma bela salada de frutas e um belo queijo-quente, sem contar as frutas e os bolinhos para comer no resto do dia, descansei um pouco, colaborei um pouquinho com a reforma da pousada, agradeci muito pela ajuda e fui encarar o meu último trecho deste dia, acabei chegando na pousada do Jesus por volta de 14:00h, dei uma boa alongada, pedi para tomar um banho e acabei decidindo encarar os últimos 48 km no mesmo dia, fiz um lanche, descansei um pouco e bike na estrada novamente. Se eu ficasse no Jesus, não ia dormir e nem pedalar no dia seguinte, pois como não confirmei minha pernoite, ele acabou cedendo o local para uma festa de amigos, com um boi para assar e 150 litros de cerveja/chopp para beber, e eu nem gosto disto né? Daí pra frente relaxei um pouco e passei a aproveitar um pouco mais a viagem, parei em Ártemis, comi 2 lanches de mortadela a beira do rio Piracicaba e pedal de novo, só faltavam mais 20 km, engraçado, quanto mais próximo eu estava da chegada, mais força eu tinha, deve ser a adrenalina, até que cruzei o portal da cidade de Águas de São Pedro, uma sensação indescritível, mais 5 minutos e lá estava eu, na porta da igreja, de frente para a imagem de Santiago, dever cumprido e uma incrível sensação de vitória. Aí foi só aguardar para receber o meu certificado, que foi entregue pelo meu Tio Fernando (tinha ido me buscar) e comemorar com algumas latas de Skol que estavam em seu porta-malas. Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!!!!!! Valeu, foi uma aventura incrível, onde pude superar meus próprios limites de dor, cansaço e fome, e também perceber que se temos um objetivo, temos que enfrenta-lo independente dos obstáculos. Um grande abraço a todos que me ajudaram durante o percurso !!!

439 - Nome: Rogério S. Monteiro Data: 30/01/07
Realmente o Caminho começa no Sol. Está luz que nos dá a vida; que nos ilumina; que nos aquece; que nos fortalece. Fazer o Caminho do Sol foi um reencontro, um voltar a si, um despertar. Durante as pedaladas, muitos foram os momentos de reflexão, de contemplação. Algumas dores, o suor, o cansaço, tudo teve que ser superado por uma força maior, interior que a cada parada era reabastecida pelo carinho e acolhimento das pessoas que encontramos. A beleza da paisagem, a dedicação das pessoas que nos rodearam e a simplicidade encontrada deu uma nova perspectiva à vida. Hoje, tenho a certeza de que chegar na Casa de Santiago não é o final, mas sim o começo. A cada dia sinto aumentar a intensidade desta experiência, surgem novas emoções, novas reflexões, novas possibilidades. Agradeço a vocês que se mantiveram atentos a toda esta jornada. Sentimos sua presença nas paradas, nas palavras das pessoas, no acompanhamento de cada etapa. Obrigado por tudo e coloco-me a sua disposição para partilhar minha experiência de bike àqueles que quiserem. Um forte abraço,

438 - Nome: Angela Data: 30/01/07
Quarta-feira, dia 3 de Janeiro. Eu e o Dárcio como cia de pedal iniciamos o Caminho do Sol em Santana do Parnaíba às 7:13 hs. Levou um tempo até estarmos acostumados com a chuva quase sem trégua durante todo o caminho. As fotos dariam a idéia de como foi. Mas a máquina digital extraviou. E tudo o que fica é um pequeno relato da viagem. Asfalto liso, cascalho molhado, muito barro, lama, argila e areia fofa. Das sapatilhas ao capacete, respingos de barro para todo lado. Ficamos craques em pedalar com a bike escorregando, empurrar quando não tinha mais como girar um metro e limpar as bikes nas poças d'água sem fim. Exercício para pernas, braços e paciência. Ficávamos a maior parte do tempo em silêncio ou resmungando sozinhos porquê era preciso ficar cada um com a sua dificuldade. Mas valeu à pena. Erramos algumas sinalizações e já muito cansados terminamos o roteiro no Sábado, dia 6 de Janeiro, Dia de Reis, às 13:00 hs. O objetivo de cada um é muito particular. O meu: simplesmente pedalar por alguns dias seguidos. E assim foi. Fazer esta cicloviagem fez com que eu saísse do turbilhão do dia-a-dia e entrasse num mar de pensamentos, e dando impulso contínuo no pedal, misturou o olhar para trás e não se ter idéia do que vem à frente, com o confronto do passado com expectativas, o presente com o que se fez, e assim vai, ondas de questionamentos. Só vivenciando para se ter idéia. E depois de pegar o ônibus para São Paulo voltei para casa do Terminal Tietê de bike. Mesmo sendo noite, atravessar a cidade foi muito tranqüilo. Por isso fica este pequeno relato para incentivar a todos a fazer uma cicloviagem. Qualquer que seja. Porquê depois distâncias e dificuldades deixam de ter a mesma dimensão de antes.

437 - Nome: Mauro Renato Fett Data: 23/12/06
Prezados Jose e Fátima Palma,
Em nome do grupo Marcelo, Fernando, Osmar, Remigio e Mauro, agradeço aos momentos de agonia, expectativa, anciedade e felicidade que sentimos antes, durante e no finalizar do “Caminho do Sol”, sentimentos estes que somente serão vivenciados por quem fizerem. Olha, vocês capricharam. Parabens. Iremos fazer pequenas sugestões brevemente sobre o roteiro. O Sr. Jesus da Pousada Alegria vai precisar de ajuda, um vendaval destelhou parte da casa. Nota: no restaurante Paker, fui tomar banho de mangueira e deixei meu “Passaporte” sobre o parapeito da janela, achei que tinha perdido, comuniquei ao Sr. Jesus e às pessoas na chegada em Águas de São Pedro. Peço se o encontrarem me enviem pelo correio, por gentileza. Grato

436 - Nome: Valdir Data: 15/08/06
Tudo começou em 2002 qdo comecei a fazer trilhas aqui em itu onde moro. Ao passar por alguns trechos via as setas e discos de arados com um sol desenhado, acabei então conhecendo o caminho do sol. Passaram-se alguns anos e me interesseis em fazer o caminho. Coincidentemente um amigo aqui de itu, o Rodrigo também se interessou em fazer e acabados fazendo o caminho do sol. Partimos de itu na noite do dia 20/07/06, meu irmão Walmir mais outro amigo Ismael nos levaram de carro até Santana de parnaíba. Na sexta feira partimos logo de manha, e a adrenalina do pedalo não era muito diferente daquilo que já estávamos acostumados a fazer, chegamos então na fazenda Vesúvio onde pernoitamos acompanhados, eu com minha esposa Adriana e o Rodrigo com a namorada Flavia. No sábado, tb pulamos cedo e começamos a girar com a mesma normalidade das trilhas que fazemos nos finais de semana, chegamos a monbuca na pousada da Valquiria, pessoa muito atenciosa que nos acolheu com o todo conforto possível. Domingo, reta final.... pulamos da cama as 05:00 (que bom que a Val concordou.....), tomamos um belo café da manha e começas a girar as 06:00, tudo normal para um domingo..... até monte branco tudo certo, a partir daí comecei a perceber alguma coisa de diferente no ar, não era somente uma volta de bike, momentos de reflexão começaram a surgir, e acompanhado a isto, nos perdemos, pneu furou... enfim.... a tranqüilidade já não era a mesma, o cansaço começou a dar sintomas... andamos 20 kms a mais que o normal, fomos parar em piracicaba.... cansados, com o compromisso de chegar a águas de são Pedro até as 16:30, onde minha esposa e a namorada do Rodrigo nos aguardava.... Como num passe de mágica, acenei desesperadamente para um casal de saveiro, que pararam e nos levaram de volta ao ponto onde nos perdemos, Ártemis. durante o percurso pira-artemis, o rapaz da saveiro nos contou que morou em itu e que era jogador de futebol do ituano.... Por Deus.... naquele momento meus olhos encheram d'agua, senti dentro de mim uma paz muito intensa, ria a toa.... Conclui que o caminho da nossa vida as vezes nos parece fácil, somos as vezes teimosos em acreditar somente na nossa razão e que somos capazes, isto não é verdade, precisamos sempre de ajuda. O caminho do sol é um caminho fraterno, encontramos muitas pessoas pelo caminho que nos ajudaram de prontidão e sempre com sorriso na face... Pessoas que doam sem esperar troca. Dicas aos ciclistas: não exagerem nas bagagens, não levem muita comida, pelo caminho é possível parar para comer em vendas e bares e não se gasta muito. Água, de preferência uma mochila de hidratação (camel back), muita água.... o caminho é muito árido, protetor solar e equipamento: capacete, luvas, camisetas brancas de manga longa dry fit. barras de cereal e torrene foi minha dieta básica durante o percurso. fizemos em 3 dias, mas o percurso monbuca-águas são Pedro é o trecho que mais exige do ciclista e da bike, portanto, leve tb uma escova de dentes e detergente neutro para limpeza da relação, limpe a relação todo final de percurso, leve tb óleo finish line, mas não exagerem na dosagem senão vira pasta na corrente, muito pó e areia. Aconselho, a quem não está habituado a percursos longos, fazer em mais dias.

435 - Nome: Giuliano H. Vieira Data: 24/04/06
Quero te agradecer por ter criado o Caminho do Sol. Parto Amanhã 25/04 para o Caminho de Santiago. O Caminho do Sol me serviu para organizar ainda mais minha logística, me dar segurança, conhecer os limites, meus e da minha Bike, as contingências, o tamanho da mala, as dificuldades e enfim, foi uma grande preparação. Aos ciclistas, seja para se preparar, seja para se conhecer ou simplesmente pelo esporte, como foi o meu caso. Segue minha recomendação pelo Caminho do Sol. Aproveito ainda para agradecer o Palma, pela paciência de termos mudado a logística vários vezes. Agradeço também a “vó” e todo o pessoal que nos recebeu durante o Caminho. Saibam que certamente me lembrarei de vocês em Santiago. O contato com os caminhantes e com o povo das cidades, é fantástico. O ritual da chegada e a forma hospitaleira que nos recebem é impagável. Falando aos ciclistas, Minha sugestão é de fazer em 3 dias. Fazendo nos dois primeiros dias uma carga maior e no último dia segurar um pouco, pois o trecho final tem algumas subidas. Levem a menor quantidade de coisas POSSÍVEL (vão se lembrar disto nas subidas). Entendo que a melhor forma, pelo menos para nossa equipe foi, fazer 60% a 80% do percurso antes do almoço. Estou à disposição para tirar quaisquer dúvidas e ajudas que algum ciclista quiser para fazer o Caminho do Sol. Grande abraço / Boa Sorte

434 - Nome: Francisco Pellegrini Data: 24/04/06
Gostei muito de fazer o Caminho do Sol porque ao longo do percurso pude pensar e repensar muita coisa que passei na vida e que o dia a dia da vida cotidiana não nos dá tempo para refletir, foi muito importante para uma auto análise e auto conhecimento, principalmente por ter feito só, pois não havia ninguém para conversar e aconselhar em caso de duvidas, era eu comigo mesmo, minha fé, minha perseverança e determinação me deram força para seguir em frente. Aprende-se a ter também um auto controle, como ocorreu uma vez que eu passei por uma placa de sinalização que estava meio escondida entre a plantação e andei quase 8 km no sentido errado, quando percebi fiquei muito preocupado, pois já eram 16:30 e a fazenda Milhã fecha suas portas as 18:00, começou a dar desespero, mas então parei e falei comigo mesmo para ter calma e pensar numa solução sem apavoração então voltei ao ultimo ponto conhecido e encontrei o caminho certo. Muitas vezes ao agirmos assim nos problemas da vida podemos evitar muitas coisas desagradáveis que só nos fará arrepender mais tarde. Enfim O Caminho do Sol só nos faz aprender e crescer como pessoa e ser humano. Agradeço e parabenizo ao José Palma e Fátima Palma pelo suporte e organização do evento.

433 - Nome: Gilson Data: 30/01/06
Caros amigos,
Já se passou algum tempo desde que Roberta, minha esposa e eu percorremos de bike, o caminho do sol. Toda preparação já nos havia proporcionado momentos muito especiais. Até que no dia 26 de Dez de 05, começamos nossa viagem. O Caminho nos surpreendeu, acostumados aos desafios e distâncias das corridas de aventura, estávamos preparados para o esforço físico, as condições climáticas e muitas outras situações pelas quais já havíamos passado antes. A novidade foi á serenidade e energia deste percurso, ás pessoas que conhecemos e seus simples gestos de carinho e atenção. A Adriana na Pousada Monte Branco, juntamente com o Jesus foram de suma importância para que cumpríssemos nossa jornada. As paisagens e momentos dos quais desfrutamos juntos, jamais sairão de nossos pensamentos. Foram três dias de muito pedal, muitos e muitos pensamentos sobre nós mesmos e sobre tudo que ocorre em nossas vidas e uma importante vitória a cada dia. A chegada á Águas de São Pedro foi especialíssima, com a calorosa recepção do Sr. Mino Blanco e seus versos, repentes e suas alquimias naturais. Acredito que o simples gesto de badalar um sino, nunca tenha sido tão importante. Aguardamos um pouco e o Palma chegou com nossos Arasólis e sua bela namorada. Foi uma cerimônia da qual nunca me esquecerei. Muito obrigado Palma!!! No dia seguinte fui receber um outro casal que terminava o caminho, também de bike, a pedido do Palma. Ao repetir a cerimônia e entregar-lhes o Arasólis, percebi a importância de dividir experiências tão íntimas, com outras pessoas e quão profunda é a marca deixada por este caminho em nossos corações. Agradeço muito á Fátima, que apesar da distância, estava sempre ao alcance de nossos dedos. Era só ligar e lá estava ela pronta para resolver qualquer situação. Tudo foi perfeito, certamente farei novamente este caminho e levarei comigo, mais pessoas das quais gosto muito. Recomendo o Caminho do Sol a todos os que querem fazer algo importante por si mesmos. As setas lhe ensinarão coisas simples e importantes sobre a vida!

432 - Nome: Roberta Data: 07/01/06
Fazer o caminho do sol de bike, foi uma experiência rápida e surpreendente. Foi muito gratificante vencer alguns desafios e conseguir chegar. Os lugares que passamos foram MARAVILHOSOS, gostaria de agradecer a cada um que no meio do caminho nos brindou com uma palavra, um gesto ou simplesmente pela presença, que deu muita força e coragem para que o percurso fosse cumprido com grande êxito. Esta foi a melhor forma de encerrar o ano de 2005, para mim um ano maravilhoso fechado com momentos tão especiais. Feliz 2006 para toda a equipe do caminho do sol, pessoas abençoadas que nos garantem conforto e alegria!!! Grande beijo a todos.

431 - Nome: Ricardo Zimmermann Data: 22/11/05
Fátima/Palma, quero agradecer a vocês por toda a assistência dada a minha riquíssima viajem pelo Caminho do Sol, gostei muito de ter realizado e de me autodenominar de " Pereclista "(peregrino+ciclista), pois pedalei e caminhei muito, para sentir a energia de cada ponto de todo o trajeto. é muito bom saber que temos "anjos" preocupados conosco e também pela acolhida que nos é dada em cada pernoite. Como escrevi no meu relato em Arasolis, o que tenho a dizer é: Obrigado... Obrigado... Obrigado !